O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/10/2019
. Entre as décadas de 1980 e 1990, o mundo pode acompanhar a evolução da AIDS que acometeu o cantor britânico Freddie Mercury, que faleceu em 1991 em decorrência da doença. Na contemporaneidade, o número de casos de DSTs no Brasil têm crescido diariamente, atingindo, principalmente, o público jovem. A principal causa desse crescimento é a negligência desse grupo em relação ao uso de preservativo na prática sexual e, também, a evolução do tratamento dessas doenças, que ocasiona a banalização da gravidade do problema.
Nesse contexto, pode-se observar que apesar das diversas campanhas publicitárias que incitam o uso da “camisinha”, muitos jovens continuam a menosprezar a importância do método preventivo, o que acontece, em grande parte, pelo fato de que muitos associam o uso do preservativo apenas a um método contraceptivo. Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2018, mostra que 6 em cada 10 adolescentes entre 15 e 19 anos não utilizaram preservativo em nenhuma relação sexual no último ano. O fato é preocupante, se levar em conta que a maioria dos entrevistados na pesquisa nunca realizaram testes de laboratório para detectar qualquer problema.
Ademais, a pesquisa também revela que por conseguinte dos avanços técnológicos que possibilitaram o desenvolvimento de coquetéis que tratam as DSTs, cerca de um quinto dos entrevistados acreditam na cura da AIDS. A ideologia os leva a não se preocuparem o suficiente com as consequências da doença a ponto de se previnirem adequadamente. Vale observar que o grande vetor dessa negligência é o tabu que ainda é a sexualidade em pleno século XXI, dessa forma, muitos jovens acabam por não obter a instrução correta em relação ao tema, o que os tornam vuneráveis ao acesso de informação em meios duvidosos, como na internet.
Portanto, para conscientizar o púbico alvo e amenizar o crescimento dos casos de DSTs no Brasil, faz-se necessária a adoção de medidas. Urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, inclua na grade curricular de todas as escolas públicas do Brasil, a disciplina de Educação Sexual, proporcionando material didático com conteúdos voltados para o assunto de de doenças sexualmente transmissíveis, com o objetivo de instituir a parcela em formação da sociedade em relação a saúde sexual. Cabe, também, ao PROCON (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), em parceria com o Ministério da Saúde, que interfira nos comerciais publicitários de preservativos e alerte os consumidores sobre as consequências das doenças ocasionadas pelo desuso do produto em questão.