O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/10/2019
Nos anos entre 1960 e 1970 a AIDS se espalhou pelo mundo e não havia conhecimento sobre a doença e sua forma de contagio, ocorrendo diversas mortes no mundo, entre eles, Renato Russo e Cazuza, cantores famosos no Brasil. Hoje, com os avanços na medicina, sabe-se que a AIDS e doenças como sífilis, gonorreia e clamídia, são doenças sexualmente transmissíveis (DSTS), que possuem tratamentos e podem ser facilmente evitados com o uso de preservativos. Entretanto, os índices de pessoas que possuem alguma dessas doenças só aumentam, não apenas pela omissão familiar em relação ao assunto, como também pela negligência dos indivíduos.
A omissão familiar é uma das principais responsáveis pela problemática em questão. Isso ocorre porque, no século XXI, muito pais passam mais tempo no trabalho do que com os filhos. Assim, não há possibilidade de uma diálogo sobre conscientização entre a família, ademais, infelizmente o sexo ainda é considerado um tabu pela sociedade, e consequentemente, não é discutido. Não é atoa que de acordo com o Jornal Rede Minas, apenas 3 a cada 10 adolescentes já tiveram alguma conversa sobre sexo com seus pais. Desse modo, o tabu presente na sociedade contribui para o aumento dos casos de DSTS, pois de acordo com o relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada dia são registrados no mundo mais de 1 milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis.
Concomitantemente a isso, a irresponsabilidade dos adolescentes durante suas relações sexuais é um impasse para a resolução do problema. É certo que na era da informação, existem diversos meios de comunicação que explicam os perigos do sexo sem o uso de preservativos, apesar disso, muitos jovens possuem um estilo de vida voltado exclusivamente para o presente e acabam negligenciando sua própria saúde ao não se preocupar com as consequências de suas atitudes. Segundo a especialista em infecções sexualmente transmissíveis da OMS, Teodora Wi, há a preocupação de que o uso do preservativo possa estar diminuindo, já que as pessoas perderam o medo e estão mais complacentes com a proteção. Dessa forma, torna-se cada vez mais comum o sexo sem camisinha, aumentando as chances de contrair tais doenças.
Torna-se evidente, portanto, que a omissão familiar e a irresponsabilidade dos jovens são as principais causas para a transmissão de DSTS. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, promover palestra em instituição de ensinos, realizadas por profissionais da área da saúde e direcionada para pais e alunos, ressaltando os riscos da relação sexual desprotegida e a importância do dialogo entre pais e filhos sobre o assunto. Bem como, também é dever do Ministério da Saúde disponibilizar o fácil acesso para tratamento de DSTS em postos de saúde, assim, diminuindo os índices dessas doenças no Brasil.