O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 06/10/2019
Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são, por definição, infecções disseminadas por contato sexual, causadas por: vírus, bactérias, parasitas, protozoários ou fungos. No Brasil, devido, sobretudo, à desinformação (principalmente da população menos abastada) e à diagnose ineficiente, o número de casos dessas enfermidades está aumentando, em sua maioria, entre os jovens do País. Dessa forma, uma vez averiguadas as suas raízes, é axiomática a urgência em sanar a querela, visto que ela pode trazer nefastos impactos à saúde pública nacional.
A princípio, por volta do século XVII, o médico anatomista italiano Gabriele Fallopio já orientava seus pacientes homens a utilizarem um saco de linho em torno do órgão genital para os proteger da sífilis. Já no século XX, a substituição do material por látex, para melhores conforto e proteção, foi um grande avanço dessa condição sanitária. No entanto, embora a tecnologia tenha se desenvolvido, a falta de educação sexual e de conhecimento acerca de prevenção, especialmente, nos setores socioeconômicos mais baixos, ainda é precursora do infeliz crescimento das taxas de DSTs na juventude. Nessa perspectiva, é notória a indispensabilidade de informatividade sobre a problemática, e a necessidade de mais atenção governamental aos grupos de menor poder aquisitivo.
Outrossim, segundo o artigo 196º da Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, todavia é sabido que isso não é efetivo na Pátria. De acordo com o Ministério da Saúde, desde 2006, os casos de Aids em pessoas de 15 a 24 anos de idade elevaram mais de 50%, e, hoje, cerca de 150 mil indivíduos, por receio ou por vergonha de procurar tratamento, não sabem que são portadores de quadros clínicos como esse. Com isso, lamentavelmente, vários cidadãos transmitem essas infecções a outros sem mesmo saberem que as possuem. Nesse viés, é indubitável o ineficaz incentivo à busca pelo diagnóstico e a imprescindibilidade de estimulá-lo.
Destarte, é preciso que o Ministério da Saúde (pasta responsável pelo asseguramento do bem-estar dos habitantes da Nação e pela criação de diretrizes que o promovam), em parceria com o Ministério da Educação, implemente a educação sexual nas escolas desde o Ensino Fundamental. Esta, mediante aulas mensais com médicos e outros profissionais especializados, as quais abordariam maneiras de prevenir a contração de DSTs, seriam benéficas à solução da adversidade em questão. Ademais, campanhas informativas e de incentivo à realização de exames, nas periferias e nas mídias tradicionais e digitais, que evidenciassem os riscos e as medidas profiláticas, também contribuiriam para a minoração desse problema. Assim, posteriormente, a expansão dessas infecções entre os jovens do Brasil poderia retroceder, bem como o País teria uma população mais consciente.