O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/10/2019
A questão da contaminação por DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) tem origem na forma como os portugueses usaram não só da exploração de mão de obra, mas também sexualmente dos indígenas, na colonização do Brasil. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, é possível observar que, apesar da quantidade de informações sobre sexo com segurança nos meios de comunicação, ainda há um aumento gigantesco de casos, principalmente na camada jovem. Nesse sentido, tanto o tabu em torno do sexo, quanto a falta de assistência governamental contribuiem para a persistência da problemática.
Em primeira instância, vale salientar a interferência da própria população nesse contexto. Segundo a obra “O Cidadão de Papel”, do jornalista Gilberto Dimenstein, o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a infância dos indivíduos. Nessa perspetiva , muitos jovens crescem com a pauta de que é proibido falar sobre sexo, criando certo tabu à sua volta, e dessa forma com a visão dos filmes e pornografia, tem a responsabilidade dissociada da prática sexual, sem o uso de preservativos. Ademais, o problema torna-se mais complexo quando não é trabalhado nas escolas a importância dos métodos contraceptivios, em especial a camisinha, pois ela não só evita gravidez indesejada, como também é a única que impede a transmissão de DST’s.
Outrossim, é possível perceber que essa circunstância é corroborada por fatores de falhas na questão constitucional. Segundo o princípio do filósofo grego Aristóteles, o equilíbrio da sociedade só seria alcançado pela utilização justa da política. De maneira semelhante, é possível perceber que, no Brasil, com o acesso restrito de benefícios constitucionais às camadas média e alta da sociedade- como o direito à saude- essa harmonia é quebrada. Isso se dá tanto pelas falhas na distribuição adequada de preservativos, quanto na falta de apoio no tratamento de doenças, quando já adquiridas.Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma decombate à problemática.
Diante do exposto, é notório que soluções são viáveis para a resolução do impasse. Em conjunto com o Ministério da Saúde, as Escolas devem elaborar projetos mediante aulas contextualizadas e fóruns de discussões-envolvendo alunos e pais- sobre a importância do uso de preservativos em todas as relações sexuais, e também acerca do valor de diálogos saudáveis entre pais e filhos sobre todos os assuntos. Tudo isso com o objetivo de educar e construir jovens mais analíticos e conscientes. Além disso, cabe ao Poder Executivo ampliar as Leis para que elas chegem a todos. Dessa forma, com base no princípio aristotélico, o problema será aos poucos erradicado e o equilíbrio social conquistado.