O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/10/2019
Desde a Idade Moderna, com a criação da Enciclopédia pelo escritor e filósofo Diderot, tem-se a divulgação de conhecimento e estudos para informar a população. Entretanto, embora o acesso tenha aumentado, uma parcela da sociedade ainda banaliza ou ignora alguns temas, entre eles as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), o que vem afetando negativamente os jovens.
Nessa perspectiva, no Brasil, um dos principais responsáveis pela diminuição e até erradicação de algumas doenças é o Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque, através dele, as pessoas, majoritariamente de baixa renda, tiveram a oportunidade de serem tratadas e informadas. Em decorrência disso, muitos jovens banalizam as DSTs, com uma falsa ideia de que elas não existem mais, ou que não serão contaminados. Contudo, essa visão é equivocada, dado que sem proteção qualquer indivíduo torna-se vulnerável.
Ademais, é notório que a educação sexual é tida como tabu, o que prejudica ainda mais os jovens. Isso ocorre porque muitas religiões pregam o ensino dessa disciplina somente na esfera familiar. E, como consequência disso, tem-se a diminuição dos debates, já que, de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, mais de 90% da população brasileira possui alguma religião, o que dificulta ainda mais a resolução desse problema.
Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação realizar uma mudança na grade curricular das escolas, por meio da inclusão da educação sexual como matéria obrigatória. Nela deverá conter aulas e palestras com profissionais da saúde, que abordem o tema DSTs, ensinando como se prevenir, as formas de contágio e o tratamento. Dessa forma, será possível reduzir os índices dessa doenças entre os jovens e, posteriormente, modificar o senso comum.