O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/10/2019

Durante os anos 90, o Brasil passou por uma epidemia de HIV, infecção causada por um vírus e sexualmente transmissível. Hodiernamente, quase 30 anos depois, o país enfrenta um novo surto, que além do HIV, também inclui sífilis e hepatite, tendo como principais causadores não só a falta de informações direcionadas ao público adolescente como também a carência de campanhas nacionais de prevenção. Nesse contexto, fica evidente a necessidade de ações públicas e sociais para conter o aumento das DSTs entre os jovens do país.

Convém ressaltar, de início, que de acordo com os dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde, menos de 40% das escolas brasileiras e menos de 35% dos pais abordam o tema: sexualidade e as doenças sexualmente transmissíveis por uma relação desprotegida, com os adolescentes, dificuldade essa atribuída à vergonha. Esses dados vão ao encontro da fala da cientista Marrie Currie, que dizia que não se deve temer e sim entender, pois o temor do debate impede o acesso do jovem à informações cruciais à sua formação e proteção.

Ademais, segundo dados do IBGE, as campanhas nacionais de saúde que eram de excelência sofreram com a queda de sua eficácia por falta de investimento público, descaso que fez com o número de jovens infectados aumentasse 11% em três anos. Essas ações públicas são importantes, pois além de expor as formas de contágio, também informam sobre os métodos de precaução, e por serem produzidas em todo o território nacional atingem a todos os grupos inclusive o juvenil.

Em suma, faz-se necessário a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Assim, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com os municípios, a realização de debates nos colégios, organizados por professores e que possibilitem a participação de pais e alunos a fim de obter informações claras e objetivas. Além disso, o SUS pode realizar palestras em nível nacional ministradas por profissionais da saúde em espaços públicos com a finalidade de abranger ainda mais cidadãos.