O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/10/2019
Muito se discute acerca da saúde pública no Brasil, especialmente, entre a comunidade jovem. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao aumento no número de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nesse grupo. De acordo com a Constituição Federal de 1988, todo cidadão tem direito à saúde e o Estado é quem deve garanti-lo, não obstante, os crescente índices de ISTs na sociedade juvenil, apontam questões integrais à sociedade e aos estados.
Essa problemática de caráter social, remonta a epidemia da síndrome da imunodeficiência humana adquirida (Aids), na década de 1980, que atingiu milhares de pessoas no Brasil, incluindo figuras como o cantor Cazuza e o sociólogo Betinho. Diante disso, o avanço no combate às principais ISTs e a diminuição da incidência dessas doenças na sociedade brasileira,a partir da década de 2000, banalizou a gravidade de tais infecções que acarretou no aumento do índice de infectados. Tal fator é corroborado pela ampliação de 190% na taxa de doentes, no período de 2006 a 2015, entre jovens, segundo o Departamento de ISTs, Aids e hepatites virais, do Ministério da Saúde. Diante do exposto, é crível associar tal aumento ao conceito de generalidade, da teoria ‘‘Fato Social", do sociólogo Émile Durkhiem, que apresenta a ação do indivíduo influenciada pela massa social, em tal conjuntura, ambos dispostos de desconhecimento.
Somado a isso, a desinformação dos jovens acerca das diversas infecções e dos métodos de prevenção de tais doenças. O debate acerca dessa matéria, no Brasil, se concentra durante o período do Carnaval, omitindo a controvérsia por um longo tempo na sociedade. Tal condição é atribuída ao conservadorismo religioso, histórico, presente na sociedade brasileira, fator que torna a discussão sobre as ISTs entre jovens um tabu nas escolas, mídia e ações públicas. No entanto, diante dos sucessivos aumentos nas taxas de doentes, entre os jovens, o debatimento acerca dos riscos à saúde pública persiste.
Com o intuito de reduzir os índices de ISTs entre os jovens brasileiros, é adequado que haja um debate amplo e informativo acerca dos métodos de profilaxia de tais infecções. Tal finalidade poderá ser alcançada através de projetos e palestras (lúdicas e conscientizadoras) nas escolas, mídia e empresas, pelo Ministério da Saúde em parceria com o terceiro setor, a fim de estender o conhecimento sobre saúde pública aos jovens. Além disso, é pertinente que a educação sexual seja inserida, de forma, gradual, nas escolas, com a intenção de aprofundar o entendimento da juventude em relação às ISTs. Dessa forma, os jovens estarão conscientizados a respeito das infecções sexuais e suas profilaxias e haverá uma diminuição do número de infectados no país.