O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 11/10/2019
Os anos 80 é conhecido como a década da geração sexo, drogas e rock n’ roll. Ao mesmo tempo em que avanços sociais como a liberalização sexual acontecia, os casos de doenças sexualmente transmissíveis aumentavam e epidemias surgiam, como o surto de HIV. De certa forma, o Brasil contemporâneo não está tão distância dessa realidade, que vivemos um novo aumento de DSTs entre os jovens devido a falta de informação e banalização do tema.
Em primeiro lugar, a falta de um programa específico de educação sexual nas escolas tem dificultado o acesso ao conhecimento sobre a conscientização e prevenções para o sexo seguro. Muitos adolescentes iniciam sua vida sexual sem o menor preparo e cuidado, podem causar - além da proliferação de doenças - a gravidez na adolescência.
Além disso, o fato do sexo ser um tabu social banaliza a discussão a cerda da prevenção de DSTs. Este serve de entrave para o livre acesso à informação sobre o assunto porque as pessoas hesitam em debater publicamente por vergonha ou receio de uma negativa recepção. Isso faz com que as DSTs percam sua importância no debate público e sua proliferação entre jovens aconteça de forma silenciosa.
Portanto, é necessário que se dê a devida atenção ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens no país. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC) deve adicionar a educação sexual no currículo escolar obrigatório de alunos pré-adolescentes, contendo os riscos e cuidados que devem ser tomados para uma relação segura, bem como a desmistificação do tema para as gerações futuras não sofrerem novos surtos epidêmicos.