O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 11/10/2019
De acordo com o Ministério da Saúde, doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) são infecções transmitidas por contato sexual, causadas por vírus, bactérias ou parasitas. Tais enfermidades são, em maioria, prevenidas com o uso de preservativos, contudo, tem-se notado uma tendência, especialmente entre os jovens, de abandono desse objeto, o que resulta em um aumento da incidência desses males. Dessa forma, deve-se analisar que essa problemática existe em função da falta de educação sexual e de uma extrema confiança na medicina.
Mormente, observa-se que, de acordo com o sociólogo Max Weber, a sociedade é composta por ações que ditam o comportamento individual, a exemplo da “ação tradicional” de tratamento do sexo como um tabu. Em face a isso, muitas famílias consideram o assunto imoral e, por consequência, instruem muito mal os jovens, além de reclamarem da instrução dada nas escolas. Diante disso, infere-se que tal atitude retrógrada, fruto de uma tradição ultrapassada, coloca a integridade física de adolescentes em risco, haja vista que a ignorância imposta a eles colocam-nos à iminência de contrair DST’s, o que precisa modificado.
Outrossim, expõe-se que, com os avanços tecnológicos, muitas doenças, antes fatais, possuem, na contemporaneidade, tratamento e seus portadores levam uma vida praticamente normal, como a AIDS, que assombrou a população na década de 1980. Entretanto, por conta disso, muitos param de temê-las e diminuem a prevenção, o que ocasiona um aumento no número de contágio. Logo, evidencia-se um paradoxo na sociedade, visto que a evolução tem gerado, indiretamente, um imaginário falacioso nos jovens, que devido a uma confiança extremada de que poderão ser curados, abandonam a camisinha. Destarte, é notório como a ignorância e a ingenuidade colocam os jovens em uma posição favorável para o contágio com DST’s e, portanto, deve-se combater tais fatores. A princípio, é necessário que as escolas de ensino médio e universidades promovam palestras de educação sexual, com enfermeiros e médicos infectologistas, além de distribuir camisinhas nos sanitários do prédio, para que os estudantes recebam educação adequada e tenham meios de se protegerem, livres das amarras do preconceito geradas pela tradição, pois assim, se reduzirá a ignorância e proporcionará a oportunidade de diminuir a incidência dessas doenças. Ademais, é viável que o Ministério da Saúde faça propagandas educativas sobre preservativos e DST’s, por meio de diagramas coloridos e simplificados em televisão aberta e em redes sociais, com o uso de algoritmos para alcançar o maior números de usuários, para que os jovens compreendam que mesmo com os tratamentos, tais doenças são graves e devem ser evitadas, pois assim, certamente, se aumentará a prevenção.