O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/10/2019

Consoante a dados divulgados pelo Ministério da Saúde, casos de Aids entre indivíduos de 15 a 24 anos tiveram um crescimento superior a 80% na última década. A partir dessa estatística, constata-se o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, entre os jovens brasileiros, que possui como agentes fomentadores a falta de abordagem escolar e banalização dessas efemeridades.

A priori, ao afirmar que as instituições de ensino não devem afastar-se dos aspectos sociais dos alunos, Lev Vygotsky evidencia as escolas como modeladoras do conhecimento do ser humano. Todavia, grande parte dos colégios nacionais segue um caminho contrário ao proposto pelo psicólogo, uma vez que, em razão de focarem apenas em conteúdos cobrados em vestibulares, negligenciam a abordagem de questões importantes, como o aumento das DSTs entre os jovens e formas de evitá-las. Com isso, formam-se cidadãos alheios e mais suscetíveis a essa problemática.

A posteriori, em uma entrevista à plataforma digital G1, o coordenador do DST/Aids de Juiz de Fora, Oswald Alves, declarou que elevada parcela da população enxerga as doenças sexualmente transmissíveis de maneira medíocre. Nesse prisma, traça-se um paralelo com o aumento do número de jovens brasileiros infectados, visto que, devido à evolução de tratamentos para HIV e outras mazelas semelhantes, muitos banalizam essas efemeridades por, erroneamente, não mais considera-las letais. Como resultado, inúmeras pessoas não fazem uso de preservativos, o que leva à elevação do índice de jovens e adultos contaminados no país.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que objetivem reverter esse cenário. Logo, faz-se primordial a criação de oficinas comunitárias em praças públicas, pelas prefeituras, que visem à elucidação das massas sobre o aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens, por meio de palestras ministradas por médicos que irão orientar a população a se precaver e evitar que o contágio ocorra. Assim, aguarda-se uma sociedade brasileira livre dessa problemática.