O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/10/2019
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos os cidadãos o direito à saúde e educação sexual. No entanto, mesmo com essas garantias ainda existem problemas relacionados a essa temática. Isso se evidencia não só no preconceito e exclusão social de pessoas com doenças sexuais, como também a negligência da escola em discutir sobre esse assunto tão pertinente, o sexo.
Em primeira instância, é importante ressaltar o aumento das doenças sexuais transmissíveis e em consonância a indiferença com os infectados. De acordo com a própria Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática. Exemplo disso, são os inúmeros jovens que são excluídos dos grupos de amigos, do emprego e são estereotipados como irresponsáveis e inconsequentes por terem acometidos viroses ou bacterioses sexuais. Por conseguinte, as relações sociais tornam-se fluídas e superficiais. Tendo em vista que atitudes preconceituosas não diminuíra os problemas sociais, pelo contrário, só intensificam.
Outrossim, convém relacionar ainda a ineficiência do setor educacional em ensinar os discentes a respeito do sexo e seus malefícios caso não haja prevenção. Segundo Jean Piaget, educar é criar mentes capazes de agir baseadas na verificação. Porém, os jovens agem de acordo com o momento, sem se preocupar com as consequências futuras, ademais, pouco se ensina sobre o desenvolvimento do senso crítico. Prova disso é que conforme a Organização Mundial da Saúde, mais de 55% da população não usa preservativo nas suas relações sexuais. Logo, a falta de proteção e discussão são fatores que favorecem o crescimento exponencial de DSTs.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses na saúde brasileira. Cabe ao Ministério da Educação juntamente com as escolas inserirem disciplinas voltadas a igualdade, respeito e educação sexual, com o objetivo de dirimir a indiferenças e ensinar que é fundamental interagir de forma harmônica e ajudar o outro a passar pelos problemas da vida. Dessa forma, os indivíduos que sofriam preconceito conseguirão compartilhar suas experiências e alertar a população sobre o perigo do sexo sem prevenção. Além do mais, os jovens seriam capazes de desenvolver o senso crítico com disciplinas que relatam sobre o sexo de forma aberta e objetiva. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.