O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, garante ao cidadão, faculdade ao mais diversos segmentos educacionais existentes. No entanto, percebe-se que, hodiernamente, no Brasil, uma parcela da população (os jovens) não desfruta desse direito no viés copulativo, haja vista que, segundo o Ministério da Saúde, surgem cerca de 40 mil casos novos das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre os adolescentes brasileiros. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro problemático.

Primeiramente, é indubitável que a questão constitucional e suas aplicações estejam ligadas às causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de forma que, por intermédio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, percebe-se que a falta de investimentos na educação sexual do jovem rompe essa harmonia, na medida em que tais aportes financeiros garantiriam a conscientização sexual dos adolescentes, prevenindo, assim, a difusão das ISTs. No entanto, o que se tem como produto dessa negligência são índices que demonstram progressão das doenças sexualmente transmissíveis, pois de acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 85% nos casos das ISTs entre os jovens brasileiros nos últimos anos.         Além disso, a carência do diálogo familiar com os adolescentes se apresenta como um intensificador da problemática. De acordo o filósofo do período iluminista, John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, em que sua consciência é criada a partir do seu meio da vivência. Associando esse pensamento iluminista com a problemática, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento alheio à educação sexual, se tornando um agravante nos índices que medem a intensidade dessa problemática, na medida em que 6 a cada 10 jovens (segundo o Ministério da Saúde) mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a enfermidades.

Logo, em vista dos argumentos citados, urge a necessidade de impor medidas para atenuar a situação. Destarte, o Ministério da Educação e Cultura (que é responsável em disponibilizar aprimoramento intelectual ao cidadão) deve investir na educação sexual dos jovens, por meio da formação e posterior contratação de profissionais capazes de executar o ensino correto acerca da problemática, pois somente os mecanismos educacionais possuem condições de conscientizar os jovens alheios às medidas profiláticas de viés sexual, com a finalidade de diminuir o índice de difusão das ISTs entre os adolescentes do Brasil, produzindo, dessa forma, um geração de adultos livres de enfermidades sexuais