O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/10/2019

Na década de 80, o cantor brasileiro Cazuza admitiu publicamente ser portador do vírus HIV, o que gerou muita polêmica, mas abriu discussões sobre o assunto na sociedade. Apesar do lapso de tempo e dos avanços científicos na luta contra DSTs, ainda existe entraves sobre esse problema. Nesse contexto, deve-se analisar que a negligência quanto à prevenção e o preconceito influenciam o aumento dessas doenças no Brasil.

Inicialmente, é importante destacar que a negligência quanto à prevenção é um agravante da problemática supracitada. Na novela “Malhação”, o personagem Bento descobre que está com HPV — por falta de prevenção —, e logo demonstra não possuir conhecimento sobre a doença ou como trata-la. Fora da ficção não é diferente, haja vista que muitas pessoas contraem DSTs por falta de conhecimento acerca do assunto. Logo, nota-se a necessidade da educação sexual na sociedade, pois boa parte da população não sabe se prevenir ou lidar com esse tipo de doença.

Além disso, o preconceito em relação aos portadores também contribui para o problema. Na época em que a AIDS teve seus primeiros registros no Brasil, houve muito preconceito em relação aos portadores. Atualmente, apesar dos avanços científicos, essas pessoas ainda são vítimas de descriminação por grande parte da sociedade, o que faz com que sinta-se envergonhadas e não busquem tratamentos. Consequentemente, o diagnóstico tardio pode aumentar os riscos de transmissão e até mesmo de óbito — segundo a medica infectologista Brenda Hoagland.

Portanto, ficam claros os fatores que influenciam a permanência das DSTs no país. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação promover palestras socioeducativas, contando com a presença de profissionais da saúde que abordem o tema educação sexual, a fim de ensinar os jovens a se prevenirem e lidar com as DSTs. Ademais, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas informativas que influenciem a superação de preconceitos ainda existentes, ajudando portadores na aceitação e busca por ajuda médica. Dessa forma, corrobora-se a luta contra DSTs no Brasil.