O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) entre os jovens brasileiros apresentam barreiras para o amplo desenvolvimento nacional. Esse cenário é consequência da imprudência da sociedade e da falta de debate nos ambientes escolares sob essa problemática. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, com a intenção do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeira instância, é válido pontuar que o crescente índice de jovens com IST´s é causado, indubitavelmente em virtude da negligência populacional acerca da problemática. Consoante ao pensamento de Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco”, “A política para a garantia da felicidade dos cidadãos”. Nesse sentido, o Governo Federal com o intuito de erradicar essas doenças, distribuiu cerca de 465 milhões de preservativos e vinculou diversas propagandas conscientizadoras em 2017. Demonstrando, dessa forma, que apenas ações governamentais não são suficientes para a resolução desse impasse, pois, a auto reflexão da sociedade sobre as doenças sexualmente transmissíveis é vital para a reversão desse quadro deprimente relativo à saúde dos jovens brasileiros.
Além disso, é imperativo ressaltar que a exclusão da educação sexual na grade de assuntos obrigatoriamente abordados nas escolas de ensino médio é um agente ativo para o aumento dos casos de DST´ no Brasil. Por conseguinte, a escassez do debate sobre a saúde e as relações sexuais entre os adolescentes e professores impulsionam esse óbice, visto que, a educação deveria ser um meio importante para o fim dos casos dessas mazelas no Brasil. De acordo com Paulo Freire, “A educação muda as pessoas. E as pessoas mudam o mundo”. Analogamente ao conceito do sociólogo, a educação escolar deve ser um agente contra a continuidade dessas doenças entre jovens brasileiros.
Diante dos fatos supracitados, é coerente que medidas são imprescindíveis para a resolução dessa problemática. Cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério da Educação (MEC) em parceira com o Ministério da Saúde, criarem um projeto de vídeo aulas - com adaptações aos estudantes com habilidades específicas- que abordariam assuntos principais sobre educação sexual, como por exemplo: a importância dos métodos contraceptivos e entre outros. Essas aulas seriam transmitidas por meio de telões disponibilizados pelos governos estaduais, nos seus respectivos estados,em todas as escolas de ensino médio. A fim de promoverem o debate entre alunos e consequentemente conscientizarem as gerações futuras no que diz respeito ao combate a essas doenças.