O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/10/2019
Na série televisa “Elite”, a personagem Marina é portadora do vírus HIV. Ao longo da narrativa, são mostrados as dificuldades de lidar com a infecção envolta por tabus e preconceitos. Fora da ficção isso não é diferente. Os portadores diagnosticados com IST’s (infecções sexualmente transmissíveis) sofrem com os obstáculos encontrados para sua aceitação e inclusão, principalmente pela falta de informação.
Em primeiro plano, parafraseando o educador Paulo Freire, a sociedade não muda sem educação. Com isso, percebe-se que a educação sexual que é passada aos jovens é falha, uma vez que as instituições de ensino e o próprio ambiente familiar do indivíduo é rodeado de tabus que podem impedir para que a informação sobre a prevenção seja disseminada. Assim, contrapõe com o pensamento de Freire, já que há ausência da educação precisa e correta aos adolescentes e problema enfrentado pela sociedade continuará sem mudança.
Como consequência disso, o uso de métodos contraceptivos cai em desuso. Segundo o Ministério da saúde, entre os brasileiros de 15 a 24 anos, apenas um pouco mais de 56% utilizam preservativo durante o ato sexual. Isso significa que muitos jovens ainda estão expostos a se contagiar com as infecções como clamídia, gonorreia, herpes genital, sífilis, aids - considerada a mais perigosa, segundo ginecologistas, pois destrói células do sistema imunológico - entre outras, além de também poderem contrair uma gravidez indesejada.