O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/10/2019
Na Constituição Cidadã, o Artigo 196 reitera a saúde como direito de todos e dever do Estado. No entanto, hodiernamente, o crescimento exponencial nos casos de doenças sexualmente transmissíveis entre a juventude brasileira, denota a negligência frente ao compromisso previsto por lei. Sendo assim, ressaltar a desinformação como origem, bem como prejuízos sociais fomentados em decorrência disso.
Em primeiro plano, é imprescindível analisar a falta da educação sexual, entre essa faixa etária, como elemento fundador dessa problemática. Nesse contexto, o portal de notícias G1, publicou uma reportagem, em 2019, a qual evidencia o tabu acerca das questões da sexualidade como principal interferência no esclarecimento do tema. Assim, isso gera dificuldade em criar discussões que desfaça mitos e dúvidas sobre as DSTs, seja no âmbito familiar, ou seja, nos espaços públicos.
Outrossim, as consequências negativas do aumento do número de infectados são perceptíveis nos indivíduos e na sociedade. Dessa forma, observa-se, o adoecimento físico e psicológico nos portadores, e, como resultado, perda da qualidade de vida. Adicionalmente, por vezes, existe certa estigmatização social, o que além de dificultar a busca por ajuda médica, perpetua preconceitos cotidianos.
Destarte, para que o decreto contido na Constituição seja assegurado aos jovens brasileiros, urge que o Ministério da Saúde aliado com o da Educação promovam palestras em instituições de ensino básico ao superior, com profissionais da saúde e professores de biologia, nas quais discutam temáticas sobre a educação sexual, com enfoque nas DSTs, visando a prevenção e desconstrução de ideias errôneas. Poder-se assim, desenvolver uma nação mais saudável com cidadãos conscientes de suas práticas.