O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/10/2019

Durante a idade média, não existia uma concepção sobre as diferenças entre a infância, adolescência e a fase adulta. Nos dias de hoje, entretanto, apesar da sociedade ser conhecedora da necessidade de garantir a proteção dos jovens, diversos problemas ainda impedem o seu bem-estar, como o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’S). Nesse sentido, de forma geral, esse fato pode ser atribuído à falta do esclarecimento social o qual deveria ser construído pela Família e pela Escola.

É necessário destacar, inicialmente, o fato do debate acerca da sexualidade humana continuar reprimido no século XXI, sobretudo, quando se trata do aconselhamento dos adolescentes. Conforme analisou Sigmund Freud no livro Totem e tabu", a maior parte dos preconceitos são enraizados na construção histórica e cultural de uma sociedade, como pelo conservadorismo religioso chegado no país com a colonização. Em contrapartida, a exposição do ato sexual em si, tornou-se cada vez mais explícita, haja vista que o avanço tecnológico facilitou o acesso aos mais diversos tipos de conteúdo. Diante disso, a vida sexual é iniciada de forma precoce, sem que haja o conhecimento necessário para evitar o contágio de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s).Assim, apesar do governo ter buscado ações para reduzir esses casos como oferecendo preservativos nas unidades de saúde, isoladamente, elas são pouco efetivas se não houver o esclarecimento social.

Dessa forma, conforme destaca o filósofo Immanuel Kant,somente o conhecimento pode proporcionar que o indivíduo saia do estágio de “menoridade” e torne-se autônomo das suas ações.Nesse viés, é importante destacar que o núcleo familiar em conjunto com a escola são os principais responsáveis pelo conhecimento social com o processo de socialização o qual pode, por exemplo, orientar sobre a profilaxia de doenças transmitidas no ato sexual.No entanto, muitas vezes,não ocorre o acesso a esses mecanismo, visto que conforme o Censo Escolar de 2018, mais de 2 milhões de alunos deixaram a escola. Logo, não somente esses indivíduos não terão acesso a informação, como ,no futuro, não serão aptos a orientar seus filhos efetivamente acerca da Educação sexual.

Por conseguinte, é fundamental que o corpo social desenvolva medidas para diminuir a gravidez na adolescência Para tanto, o Governo Federal deve ampliar o programa Saúde na escola" para que profissionais da saúde em conjunto com os professores possam orientar os alunos sobre a educação sexual e os riscos como DST’S e a como gravidez precoce, por meio palestras, debates e projetos interdisciplinares desenvolvidos na sala de aula Associadamente é importante que ele divulgue na mídia campanhas para incentivar família sobre seu papel de conduzir, orientar e resguardar as criança e adolescente e tornarem-se sexualmente ativos somente quando estiverem aptos.