O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/10/2019
Por volta de 1980, a IST HIV (Síndrome da Imunodeficiência) foi descoberta e, contemporaneamente, no Brasil, aparecia um surto, os casos não paravam de aumentar, não importava a idade, estado civil, classe social, identidade de gênero, orientação sexual, credo ou religião. Hodiernamente, por conta do avanço da medicina, inúmeras ISTs ganharam tratamento, como a AIDS, ficando quase assintomática. Assim, esse avanço provocou um relaxamento nos cuidados preventivos e na educação sexual e, consequentemente, o aumento das ISTs entre os jovens. Logo, torna-se necessário implementar medidas para combater essa realidade.
Nesse sentido, em análise do contexto retromencionado, dados do Ministério da Saúde apontam que 40 mil novos casos de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), como HIV, sífilis e hepatite, são diagnosticados por ano no país. Desse modo, esse cenário é provocado pelo relaxamento do uso de medidas preventivas, como a camisinha. Isso ocorre porque doenças que outrora se manifestavam de forma mortal, hoje, pelo avanço da medicina e dos tratamentos, são silenciosas. Sendo assim, combater esse aumento de ISTs é combater um problema de saúde pública.
Outrossim, é válido ressaltar que, conforme o filósofo Platão: “o importante não é viver, mas é viver bem”. De maneira análoga, o aumento de ISTs entre os jovens provocado pelo relaxamento educacional, seja pelo avanço da medicina provocando uma sensação de imunidade, ou seja pela falta de educação sexual, por conta dos tabus sociais, vai de encontro ao pensamento platônico, uma vez que todas essas infecções não promovem o viver bem. Com base nisso, o aumento das ISTs entre os jovens é prejudicial à ordem social e, por conseguinte, faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Em suma, fica claro que é necessário implementar medidas para solucionar esse impasse. Dessa forma, seguindo a linha de pensamento do filósofo Immanuel Kant em que “o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”, assim, caberá ao MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Ministério da Saúde efetuar propagandas educacionais e instrucionais, com o uso de verbas governamentais, ministradas por psicólogos e profissionais da área de saúde, nas mídias tradicionais e digitas, com o fito de conscientizar sobre os perigos das ISTs e sobre a importância da educação sexual, para combater essa realidade.