O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/10/2019
Conforme o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Contudo, em um cenário difuso do prescrito em lei, a saúde pública brasileira enfrenta graves problemas, entre eles, a crescente de DSTs entre os jovens, que carentes de informações e instruções, tornam-se vítimas de tais patologias. Dessa forma, faz-se necessário analisar as causas do aumento de doenças sexualmente transmissíveis e seus efeitos negativos ao bem estar social e saúde pública nacional.
Em primeiro lugar, observa-se que a ignorância dos jovens e atitudes arcaicas da população moldam uma sociedade cada vez mais precoce, que iniciam sua vida sexual muito cedo e sem nenhuma forma de instrução. A falta de discussão sobre educação sexual torna a população desprovida de conhecimento, exemplo disso é que 21,6% dos brasileiros acreditam haver cura para Aids, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo site UOL. Isso se explica devido a família brasileira tratar a educação sexual como um tabu, expondo os filhos ao grave risco de contrair doenças sexuais, uma vez que não encontram o apoio dos pais para lidar com a responsabilidade de uma vida sexual ativa. Assim, a carência de debates que transmitam informações benéficas sobre saúde sexual reflete em um crescimento exponencial de doenças transmitidas sexualmente, sucateando a saúde pública brasileira.
Ademais, o insuficiente repasse financeiro ao SUS (Sistema Único de Saúde) é um entrave para a otimização do atendimento ao paciente. A escassez de verba dificulta também a promoção de qualquer meio que possa contribuir para a conscientização em massa sobre as DSTs. Em referência a obra Machadiana, “Quincas Borba”, evidência-se a forte presença da teoria determinista expressa no livro e tão marcante no cenário em discussão, na qual o individuo mais forte economicamente permanece sempre em vantagem, diferente da classe social oposta. A população pobre brasileira necessita e tem direito ao respaldo do estado sobre saúde, preservativos e informações abundantes sobre as doenças sexuais. Desse modo, a qualidade de vida da população deve ser prioridade na distribuição de verbas.
Portanto, para mitigar os casos de DSTs entre jovens brasileiros, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Família promova debates visando o tema: educação sexual, o qual é pouco explanado e de suma importância para a efetiva conscientização da população e consequentemente melhoria da saúde pública. Além disso, cabe ao Governo Federal um maior investimento na saúde, para que os cidadãos tenham o devido acolhimento em casos de doenças sexuais já diagnosticadas. Somente assim, haverá respeito e cumprimento às leis do país e a saúde de todos, e consequentemente, um decréscimo nos casos de doenças sexualmente transmissíveis.