O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/10/2019

‘‘O comportamento manifestado por uma sociedade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a infância do indivíduo’’. Análogo aos escritos do jornalista Gilberto Dimenstein em ‘‘cidadãos de papel’’, o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros é um complexo hodierno problema que ocorre em virtude da insciência da educação sexual no período de formação do sujeito. Por conseguinte, corrobora para a prática sexual sem preservativos no qual acarreta no aparecimento de doenças sexualmente transmissíveis.

A priori, convém destacar a expansão informacional oriunda da Terceira Revolução ocorrida no século XX, como contribuinte para a propagação do conhecimento e da informação. A contraponto, ainda assim, o aumento de casos de DSTs ente os jovens brasileiros esbarra diretamente na objeção da qualificação dessas informações. Tal divergência de informes quando não sanada de maneira educativa e aberta contribuem para a persistência de comportamentos de riscos, à título de exemplificação, a manutenção de relações sexuais com vários parceiros sem a utilização de preservativo.

Outrossim, consoante a Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2018 foram registrados mais de 376 milhões de casos de DSTs no mundo. Além disso, foi constado que um indivíduo pode-vir à apresentar mais de uma doença sexualmente transmissível. Dados esses preocupantes, uma vez que, a temática não é abordada pela nossa sociedade civil de maneira ampla, em razão do ‘’tabu’’ construindo em torno da sexualidade humana.

Depreende-se, portanto, que para combatermos o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros medidas são necessárias. O Ministério da Saúde em parceria com o da Educação, deve criar uma palestra autoexplicativa sobre educação sexual e os riscos das DSTs. A palestra contará com profissionais especializados na área, com a finalidade de expandir o debate e sanar todas as dúvidas sobre as doenças provenientes de relações sexuais, no qual serão realizadas nas escolas do país. Assim, construiremos sujeitos com trajetórias socioeducaionais mais responsáveis.