O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/10/2019

Revolução Técnico-científico-informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, instaurou uma série de avanços no setor das tecnologias, o que proporcionou melhorias na área médica e estabeleceu uma era caracterizada pela facilidade em se obter informação. No entanto, apesar dos avanços científicos e informacionais, é perceptível, principalmente entre os jovens brasileiros, o aumento dos números de casos de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis (DST’s), patologias que causam problemas  de saúde pública e individuais.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a questão em âmbito científico. Dessa forma, com os avanços médico-científicos muitos tratamentos para DST’s obtiveram sucesso, o que gerou uma menor preocupação entre os jovens em se prevenirem de doenças transmitidas por meio de relações sexuais, fato que evidencia a banalização dessas patologias. A exemplo disso, tem-se o coquetel para a aids - doença muito temida nos anos 1980, mas que atualmente não é tão receada. Nesse sentido, é perceptível que a negligência da juventude acerca da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis é um grave problema de saúde pública, uma vez que o crescimento do índice dessas enfermidades pode sobrecarregar o sistema de saúde e acarretar aumento dos gastos públicos ao tratar doenças que poderiam ser prevenidas.

Outrossim, é válido observar como falta de informação, mesmo em uma era em que é extremamente fácil obtê-la, contribui para o crescimento do índices de jovens com DST’s no país. Isso se dá pelo fato de a educação sexual ser, ainda, um grande tabu na sociedade brasileira. Dessa maneira, os jovens que, muitas vezes, não recebem orientação adequada da família e da escola, acabam por não se prevenirem contra essas sérias patologias. Ademais, essa ausência de prevenção pode causar problemas individuais para a pessoa que adquiriu alguma doença transmitida por meio do sexo, uma vez que esse indivíduo pode sofrer preconceitos, danos físicos e, consequentemente, a perda da qualidade de vida.

Fica evidente, portanto, que é preciso agir no combate às DST’s entre os jovens no Brasil uma vez que essas patologias trazem graves problemas a sociedade brasileira. Urge, então, que a fim de sanar a questão da banalização dessas doenças por parte dessa faixa etária, as faculdades da área da saúde realize eventos abertos - como palestras e rodas de discussões- para toda a sociedade. É necessário  também, que as Escolas, nas matérias de Ciências da Natureza, abordem a questão das DST’s por meio de palestras, seminários e trabalhos de modo a informar e orientar os alunos do Ensino Médio sobre a importância de se prevenir dessas patologias e dos prejuízos que elas podem vir a causar.