O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/10/2019
O processo de consolidação de uma sociedade mais harmônica e equilibrada começa, sobretudo, a partir de caminhos que garantem às pessoas o direito ao bem-estar e saúde, a exemplo da Constituição Federal de 1988. Todavia, a carência de esclarecimento dos jovens bem como a escassez de informes referente às doenças sexualmente transmissíveis configuram um grave problema que deve ser combatido pela nação. Essa circunstância absolutamente prejudicial a esses indivíduos requer uma esforço mais arrojado do Poder Público e Sociedade Civil com o intuito de reverter esse quadro.
De fato, é inquestionável a negligência do governo no tocante a informações sobre as doenças que afetam, principalmente, os jovens. A exemplo disso, destaca-se o grande número de indivíduos entre 15 e 29 anos que possuem alguma dessas doenças, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas no município de São Paulo, há aproximadamente 80.000 pessoas afetadas com a Aids. Além disso, é conveniente ressaltar que, de acordo com esse mesmo censo, 40% dos indivíduos não sabem quais são as doenças transmitidas por meio do sexo, nem como previni-las. Desse modo, a falta de comprometimento estatal com a saúde desse grupo, compromete a qualidade de vida desses jovens, a medida que fomenta essa problemática, urgindo uma intervenção estatal.
Outrossim, esse panorama adverso pode ser visto como uma consequência da pouca importância dada ao assunto por muitos núcleos familiares e ambientes escolares. É o caso, por exemplo, da falta de um diálogo educativo e incentivador promovido por escolas e famílias acerca da importância de previnir essas doenças e mostrar as graves consequências que elas trazem para a vida das pessoas. A título de ilustração, destaca-se o caso do cantor Renato Russo que teve a sua carreira brilhante interrompida por conta de uma doença sexualmente transmissível. Os exemplo supracitados evidenciam a importância dos esclarecimentos entregues aos jovens, ao passo que a omissão dessas instituições formadoras de opinião prejudicam o progresso da nação.
Portanto, faz-se necessário uma ação conjunta entre escolas e famílias, por meio da promoção de palestras com pais, alunos, psicólogos e professores, para discorrerem sobre sobre assunto, a fim de informar os jovens sobre os modos de precaver essas doenças. Além disso, cabe a ao Governo Federal investir em campanhas midiáticas para esclarecer os jovens sobre às doenças sexualmente transmissíveis e alertar sobre as suas consequências, de modo a deixar esses indivíduos mais conscientes e informados. Sendo assim, essas medidas podem ajudar a solucionar a problemática, e garantir o direito ao bem-estar e saúde a todos.