O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/10/2019

Durante as últimas décadas do século XX, diversos índices de contaminação de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, apresentaram queda no Brasil, uma vez que, devido a gravidade dessas enfermidades, a população fazia o uso correto dos métodos preventivos. Hoje, porém, com o avanço da qualidade dos tratamentos disponíveis, muitos acreditam que essas deixaram de ser uma preocupação, abrindo mão do uso de preservativos. Tais atitudes fizeram com que os números de casos de infectados entre os jovens brasileiros voltassem a subir, principalmente por causa da falta de conhecimento das pessoas sobre a gravidade do problema e da falta de atenção do Estado à questão.

Hodiernamente, um número enorme de infecções podem ser transmitidas através de relações sexuais sem proteção, com consequências seríssimas ao portadores, o que justifica a distribuição gratuita de preservativos por parte do governo. No entanto, grande parte dos adolescentes brasileiros, por não saberem a seriedade dessas doenças, raramente utilizam o serviço gratuito disponibilizado. Nesse contexto, o pensamento do filosofo grego Epíteto, que afirma que somente o conhecimento seria capaz de libertar o homem, encaixa perfeitamente, uma vez que, se os jovens tivessem informações a fundo sobre o risco que correm, fariam maior uso das camisinhas nas relações sexuais. Tais ações diminuiriam os casos de contaminação, que são extremamente altos, cerca de 40 mil novos casos por ano, segundo pesquisa do Ministério da Saúde, números que expressam a gravidade do assunto.

Além disso, a ineficiência estatal na área atua como principal agente impulsionador do problema. Apesar do Estado cumprir estritamente a lei que garante a disponibilização dos preservativos de forma gratuita aos indivíduos, sua utilização é pouco estimulada, uma vez que são raras as campanhas sobre a importância de um sexo seguro, o que faz com que muitos não se preocupem como deveriam e consequentemente não façam o devido uso desses meios. Ademais, em muitas cidades, principalmente as localizadas em regiões pouco povoadas, a escassez de locais disponíveis para a retirada das camisinhas, faz com que muitos, pela distância até esses postos, optem pela não utilização desses produtos, aumentando o risco de contaminação e tornando o cenário ainda mais complexo.

Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de que a adversidade seja superada. Para isso, o Governo Federal deve, em parceria com o Ministério da Saúde, criar campanhas de conscientização da população sobre a gravidade das DSTs, por meio de postagens educativas em redes sociais, através de verbas governamentais, de modo que um número maior de pessoas tomem conhecimento sobre o assunto, e segundo a máxima de Epíteto, passem a se prevenir. Em adição, o Estado deve criar novos pontos de retirada de camisinhas, estimulando o uso e revertendo a situação.