O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/10/2019
“O meu prazer agora é risco de vida”, proferiu o cantor brasileiro Cazuza em 1987, época em que a aids começou a se manifestar no Brasil, causando milhares de mortes. Nos dias que correm, o número de DSTs volta a crescer devido à banalização das consequências do sexo sem proteção e falta de informação. Logo, intervenções governamentais se fazem necessárias.
Mormente, é necessário frisar que, atualmente, os jovens não temem tanto as doenças sexualmente transmissíveis como nas décadas passadas. Nessa perspectiva, segundo o médico brasileiro Drauzio Varella, a diminuição das vítimas fatais por essas patologias faz com que muitas pessoas ignorem as consequências do sexo sem preservativo. Sendo assim, infelizmente uma nova epidemia se registra no território nacional; conforme a UNAids, o Brasil registrou 48 mil novos casos de infecção por HIV em 2016.
Ademais, a falta de informações básicas sobre DSTs é alarmante. Nesse segmento, pesquisas do Ministério da Saúde demonstram que 40% dos jovens pensam ser desnecessário o uso de camisinha em um relacionamento estável. Segundo o filósofo estoico Epicteto, “Só o conhecimento liberta”. Portanto, é necessário disseminar informações sobre essas doenças de maneira mais eficiente, a fim de libertar os jovens das mazelas da desinformação.
Destarte, o Ministério da Saúde, em parceria com empresas privadas, deve desenvolver aplicativos para celulares que, de maneira conveniente aos dias atuais, informem os jovens como tratar e prevenir as DTS´s. Além disso, o governo, em parceira com os grandes veículos midiáticos, deve divulgar matérias televisivas que enfatizem o perigo do sexo sem proteção. Tais medidas deixaram os indivíduos mais conscientes de seus atos e propensos a praticar o sexo seguro, pondo em prática a sábia máxima popular, “Melhor prevenir do que remediar”.