O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/10/2019

A série televisiva Elite, retrata através de Marina, as dificuldades físicas, psicológicas e sociais enfrentadas por uma pessoa diagnosticada com o vírus HIV. Fora da ficção, vê-se que na sociedade hodierna, os pilares culturais e religiosos impedem a discussão sobre o uso de preservativos, sexualidade e sexo, favorecendo assim, a imposição de tabus e preconceitos de diversas formas. Além disso, a negligência de políticas públicas quanto à informação e prevenção corrobora a perpetuação de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens, em decorrência da adesão ao conservadorismo.

A princípio, é notório que sexo e sexualidade são tabus na sociedade brasileira, por esse motivo, é bastante frequente o preconceito na escola, família e principalmente, na sociedade, visto que os problemas físicos, sociais e psicológicos são resultados da não aceitação e julgamentos. No decorrer do seriado Greys Anatomy, ocorre o surto de sífilis no hospital Seattle Grace, cujo os atingidos eram médicos e enfermeiros, assim, mostra que todos estão sujeitos ao contágio se não houver prevenção. Destarte, ao abordar sobre as DSTs em uma linguagem didática na escola, redes sociais e na família, a barreira de preconceitos deve ser rompida, cessando tabus.

Por conseguinte, as DSTs são doenças graves e tornam a pessoa infectada muito vulnerável ao contágio de outras doenças. Somado a isso, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que o aproxima de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que a negligência de políticas públicas quanto a prevenção, tratamento e acompanhamento são ineficazes, em muitos casos, não são garantidos como  proposto pela Constituição de 1988. De modo consequente, verifica-se que a banalização e um tratamento eficaz do Estado proporciona a perpetuação das DSTs e o surgimento de outras doenças.

Logo, é evidente que medidas devam ser tomadas mediante a esse cenário preocupante que assola a sociedade brasileira há décadas. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde e da Educação em parceria com empresas privadas, criem políticas eficazes e campanhas nas mídias, informando a sociedade sobre a importância do uso de preservativos durante o ato sexual e acolhimento das pessoas mais próximas para que não haja transtornos psicológicos e sociais, essa ação deve ser feita por meio de profissionais da saúde indicando as formas mais eficazes para a precaução e acolhimento social, em diferentes horários nos televisores, de modo que atinja o público em diferentes faixas etárias. Para mais, é de suma importância que as instituições de ensino discuta sobre sexo e sexualidade com a finalidade de romper com tabus e  preconceito, pois todos estão sujeitos ao contágio e buscar informação é uma das formas mais eficazes para diminuir os índices de DSTs.