O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/10/2019
De acordo com a ONU, os casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) tem diminuído nas últimas décadas nos países desenvolvidos. Entretanto, no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, entre o período de 2007 a 2017, ocorreu um aumento de 11% de casos de DST’s, sobretudo na parcela da população entre 15 a 29 anos. Nesse contexto, deve-se analisar como a omissão familiar e a negligência escolar causam tal problemática na vida dos jovens brasileiros.
Maiormente, a ausência de diálogo entre pais e filhos é o principal repensável pelo aumento de DST’s no país. Isso acontece porque, na pós-modernidade hipercapitalista, o insaciável desejo pelo máximo lucro monetário faz com que pais passem mais tempo trabalhando que educando seus filhos. Sob esse viés, hodiernamente, adolescentes estão iniciando a vida sexual sem nenhuma orientação. Por consequência disso, segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira, mais de 40% dos jovens não usam preservativo nas relações sexuais.
Outrossim, a negligência escolar também influência na questão. Isso decorre do modelo de ensino vigente, que, ao invés de transmitir uma educação ampla, com valores éticos essenciais, que devem nortear todas as relações interpessoais dos alunos, transmite apenas conteúdos que será cobrado em provas. Sob tal ótica, nota-se que as escolas brasileiras não estão cumprindo seu papel como agente acolhedor. Em decorrência dessa negligência, segundo o médico Drauzio Varella, o Brasil precisa investir em campanhas educacionais que divulguem cada vez mais a prática do sexo seguro.
Portanto, indubitavelmente, a família e a escola devem combater as DST’s entre os jovens brasileiros. Em razão disso, urge que o Ministério de Saúde deve, a fim de buscar a conscientização, disseminar nos meios de comunicações, propagandas que mostrem aos pais as consequência que a ausência deles pode causar. Ademais, o Ministério de Educação, em parceria com pedagogos, deve realizar uma reforma curricular do ensino fundamental e médio. Tal reforma deverá incluir, na grade curricular, a disciplina de Educação Sexual, que deverá transmitir conhecimentos sobre relacionamentos, o sexo e a segurança. Somente assim, as DST’s deixará de fazer parte do conidiano brasileiro.