O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/10/2019
Sob o respaldo histórico, no século XIV a Peste Negra resultou em uma pandemia cujo teor mortífero vitimou cerca de um terço da população mundial. Nesse viés, nota-se que mesmo com inovações científicas na área da medicina, hodiernamente ainda transitam mazelas como as Doenças Sexualmente transmissíveis(DSTs) com facilidade de adoecer e matar parcela de sociedade. Desse modo, ressalta-se a ineficiência estatal em desenvolver medidas profiláticas contra as variadas enfermidades, bem como a escassez de recursos financeiros para a o âmbito da saúde pública.
Na perspectiva jurídica, o ideário de Saúde para todos está contido no artigo 196 da constituição vigente. Entretanto, o dispositivo legal encontra-se distante da efetivação; uma vez que, segundo a UNAids- órgão das Nações Unidas responsável pelos estudos de números de casos de aids no mundo-, as incidências de soropositivos no Brasil crescem de maneira exponencial(principalmente entre jovens). Nesse sentido, surge o cenário caótico vivenciado na contemporaneidade, o qual se retrata as crescentes e demoradas filas nos postos do Sistema Único de Saúde(SUS); sem que haja concretização de medidas preventivas ou de tratamento às DSTs.
Outrossim, o subinvestimento em saúde pública reverbera um costumeiro fato nacional: o déficit preventivo. Graças à celebre utopia árcade do “inutilia truncat”(corte do inútil), provérbio intrínseco à realidade individual e coletiva de seres que, forjados aos moldes capitalistas, escanteiam as necessidades primárias(saúde e educação) e endeusam o lucro. Dessa forma, a valorização do capital em detrimento da precariedade do sistema de saúde para todos os cidadãos, promulgada pelos ditames da era a qual se camufla as dificuldades e prioriza o alto desempenho, traz à baila que o incontestável recurso financeiro para o bem populacional se mostra tênue ao raciocínio doentio.
Destarte, é imperioso que o poder executivo- principal órgão responsável pelos interesses públicos-, atue na criação de mais postos de saúde, o qual profissionais da área da saúde irão orientar a população sobre as diferentes medidas necessárias para conter o avanço das mazelas; por meio de investimentos financeiros possibilitados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, as quais apresentam as prioridades governamentais, com o fito de promover avanços sociais no âmbito da saúde pública.