O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o aumento de DSTs entre os jovens apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falha educacional nas escolas quanto da fluidez dos valores familiares. Diante disso, é imprescindível a reversão desse panorama.
Em primeiro lugar, destaca-se a ausência de uma disciplina sexual nos centros de ensino, sobretudo públicas, como um dos causadores da problemática. De acordo com o educador Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que as instituições de ensino podem promover grandes voos ou um estado de alienação. Seguindo essa ideia, a falta de uma disciplina sexual configura-se em uma gaiola, tendo em conta que as escolas são o berço do conhecimento e, a partir do momento em que a base educacional encontra-se inconclusa, o jovem tende a agir impulsivamente a realizar relações sexuais sem os devidos cuidados, por possuir um baixo senso crítico. Sendo assim, o aumento de DSTs em território nacional é alarmante.
Outrossim, o distanciamento dos laços familiares colaboram para a crescente taxa de doenças sexualmente transmissíveis. Nessa perspectiva, o sociólogo Zygmunt Bauman, defende a ideia da modernidade líquida, característica da pós-modernidade, de que há uma queda nas relações sociais pela fluidez dos valores. Dessa forma, o forte individualismo e a desmoralização familiar gera graves consequências, como a presença de tabus. Com isso, o receio e a escassez de informações sexuais, vinda principalmente dos pais, fazem com que os indivíduos estejam vulneráveis aos perigos das doenças, visto que, muitas dessas, não possuem cura, o que torna um mega desafio para a saúde pública conter a crescente demanda de pessoas enfermas.
Destarte, é necessário, com urgência, mudar essa realidade. Portanto, cabe ao MEC, como instância máxima dos aspectos educacionais, promover maiores investimentos na educação brasileira como a inserção de disciplinas sexuais e projetos educativos. Essa ação pode ser feita através de parcerias público-privada, a fim de educar e informar as pessoas sobre os males da esfera sexual. Assim, os planos de More serão concretizados.