O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/10/2019

O aumento de doenças sexualmente transmissíveis tornou-se um dos principais problema de saúde pública no Brasil. Essa fato é reflexo da falta de uma educação sexual, além do avanço da medicina ter proporcionado um tratamento menos agressivos de algumas doenças, retirando o medo dos jovens em relação ao acometimento de algumas doenças, como, Cranco Mole, por exemplo. Desse modo, o precário sistema educacional brasileiro, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam sendo vítimas de falsas notícias, como a “fake” news" que narrava a vacinação como uma forma de controle populacional, o terror sobre a imunização ativa reflete diretamente nos casos de HPV na sociedade, aumentando a mortalidade, principalmente, das mulheres, decorrente do câncer de colo de útero.

Em segundo o plano o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante no aumento das DSTs entre os jovens, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à saúde não existe politicas públicas que dê evidência à importância da prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Alem disso, o investimentos  públicos voltados a eventos com bebidas alcoólicas, como, carnavais, festas juninas, por exemplo,  também contribui para esse aumento, tendo em vista que, segundo o jornal Globo, o uso de substâncias químicas aumenta a probabilidade da relação sexual sem camisinha. Por conseguinte, o governo tem papel fundamental para o combate às doenças sexualmente transmissíveis.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com as DSTs. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana do combate às doenças sexualmente transmissíveis, com estudo de casos e peças teatrais quem possam conscientizar os jovens sobre os transtornos que as DSTs podem acarretar ao indivíduo, mostrando a importância do sexo protegido, acabando, assim, com as doenças veneras na sociedade brasileira.