O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/10/2019

Durante as décadas de 80 e de 90 o Brasil acompanhou a luta do cantor Cazuza contra a AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, para qual somente havia tratamento no exterior. Contudo, na contemporaneidade, existem medicamentos que coíbem essa e outras infecções sexualmente transmissíveis  – ISTs, termo substituto de doenças sexualmente transmissíveis, DSTs – disponíveis nacionalmente. Em contrapartida, devido à sazonalidade das campanhas do Ministério da Saúde (MS) acerca do uso de preservativos sexuais, houve um aumento de contágio de ISTs entre a juventude brasileira, por consequência, inúmeros são os efeitos negativos.

A princípio, destaca-se a ineficiência na conscientização sobre a importância da “camisinha” nas relações sexuais. Porquanto, de acordo com dados do MS, em 2019, embora 94% dos brasileiros relatarem que essa precaução é a melhor maneira de não adquirir ISTs, os casos de jovens com o vírus da AIDS cresceram exponencialmente num período analisado de 2007 até 2017. Logo, apesar das melhorias na abordagem do assunto, neste ano de 2019, com o intermédio de artistas brasileiros capazes de criarem um âmbito descontraído, a fim de convencer o público-alvo, é perceptível que a massiva propaganda dessa prevenção difundida majoritariamente no carnaval torna-se insuficiente.

Por conseguinte, a AIDS e a morte precoce, como no caso de Cazuza, não é a única IST, tampouco, o exclusivo ônus advindo do sexo com um indivíduo infectado sem a proteção do preservativo. Dessa forma, expõe-se esta pequena lista de possíveis infecções: HPV, clamídia, gonorreia, sífilis, herpes e hepatite B. Ademais, a partir do crescente contágio de ISTs, os empecilhos aparecem e dividem-se em três aspectos: físicos, psíquicos e econômicos. Inicialmente, dependendo da virose ou bacteriose acometida alguns sintomas podem ser: sangramentos, dores severas, danos nos diversos sistemas corporais e até secreções com pus. Em seguida, o infectado pode ficar tão debilitado até desenvolver um quadro clínico de depressão. Por último, pela maior quantidade de pessoas infeccionadas haverá um acréscimo de gastos públicos com os tratamentos, pois além de muitas das mazelas não terem cura, é responsabilidade do Governo garantir a saúde para o povo, segundo o artigo 196 da Lei Magna.

Infere-se, por fim, que o MS deve continuar com as campanhas de prevenção das ISTs no mesmo viés da estratégia utilizada neste carnaval, ao longo do ano, por meio da disponibilização de preservativos e da formulação mensal de anúncios midiáticos a respeito de orientações médicas e dos riscos de atos sexuais desprotegidos. Os quais ambos mecanismos de conscientização serão difundidos nos “shows” de cantores contratados pelo MS como embaixadores da saúde. Assim, o entrave vigente com veemência será atenuado e, por efeito, dados prósperos em relação à temática dissertada surgirão.