O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 24/10/2019
A primeira epidemia de DSTs, Doenças Sexualmente Transmissíveis, data no ano de 1490, com a sífilis, a qual trouxe muitas dores e desgraças para as populações mundiais. Todavia, somente em 1943, com a descoberta da penicilina, que se encontrou à cura dessa doença nociva, minimizando às ocorrências. Entretanto, hodiernamente houve a ascensão dessas DSTs entre jovens no Brasil. Dessa forma, faz-se pertinente salientar que à ausência do uso de preservativos, bem como o tabu a respeito do tema corroboram para o aumento dos casos no país.
Em primeiro lugar, a incúria dos indivíduos em se proteger funciona como um fator determinante que auxilia gradativamente na contaminação entre jovens. Segundo a UNAids, órgão que trata dos casos de DSTs, em 2016 foram registrados 48 mil casos no Brasil. Isso porque os jovens não viveram uma epidemia como a de 1490, que por sua vez causou inúmeros enfermos a sociedade da época, o que os deixas despreocupados no que diz respeito ao uso de preservativos. Contudo, outrora essas doenças sexuais ocasionaram várias mortes por todo o mundo. Em suma, deve-se atenuar tais ações comportamentais hodiernamente.
Outrossim, as famílias veem o tema como banal consequentemente contribuindo para a manutenção do empecilho. De acordo com a Secretária de Saúde, em 2014 aconteceram 29 mil casos de DSTs no país, com restrição a faixa etária de 20 a 29 anos. Isso ocorre devido a banalização do assunto no ambiente familiar, assim não há o diálogo dos mais velhos com os mais jovens a respeito do assunto, pois segundo eles, os responsáveis, estariam induzindo os jovens a praticar relações sexuais. O qual cria um pensamento utópico nos jovens que acham que estão seguros ao ter relações sexuais sem o uso de preservativos, nesse contexto corroborando para a realidade vigente. Logo, torna-se fulcral minimizar esse comportamento errôneo, manter relações sexuais sem preservativos, do corpo social brasileiro.
Portanto, ponderado as razões que contribuem para a ascensão do entrave das DSTs no país. Cabe ao Estado em parceria com escolas de ensino médio mitigar à problemática. Para tanto, não só deve haver a divulgação das mazelas tragas pelas DSTs, nas escolas, mas também círculos de debates e campanhas que abordem de forma clara e eficaz o tema. Ademais, a família tem que quebrar o tabu, mediante a abordagem sobre o assunto como algo comum, onde o jovem possa entender que essas doenças só trazem dor e sofrimento, nesse viés mitigando o conservadorismo contemporâneo. Posto isso, será plausível minimizar as causas da ascensão dessas doenças, diminuindo também as pessoas contaminadas. Dessa forma, possa-se evitar uma epidemia semelhante a do século XVI.