O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 25/10/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa o aumento de DSTS entre jovens, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Essa situação é ocasionada por contato sexual sem proteção e mantida pelas falhas do Estado em tratar a questão.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o pensador Thomás Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a doença afetando cada dia mais os jovens, rompe essa harmonia, haja vista que muitos dos jovens acabam sofrendo diversos problemas relacionados a doença. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que ao ano chega aproximadamente 357 milhões de pessoas diagnosticadas com DSTs (Doenças Sexualmente Transmissiveis), a população com idade entre 25 a 39 anos são mais suscetível a serem infectadas. A doença é transmitida por varios motivos, principalmente, pela prática de sexo sem preservativo, também por meios de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.
Outro ponto que merece atenção está relacionada às consequências geradas por esse contexto. Como efeito negativo dessa problemática estão as doenças que a DSTs pode causar nas vítimas, as mais conhecidas são, o vírus da imunodeficiência adquirida (aids), gonorreia, herpes, sífilis e clamídia. O problema persiste ainda mais, porque a juventude pouco se preocupa com o assunto, seja pela á prevenção da doença, por não conhecer alguém doente, ou por não acreditar que isso possa acontecer consigo, na maioria das vezes a camisinha fica em segundo plano. Esses fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter um avanço da problemática na sociedade brasileira. Desse modo, com o intuito de diminuir o problema, necessita-se, urgentemente, que o Estado ofereça políticas públicas para o combate de DSTs no meio juvenil, dentre elas, a criação de matérias disciplinares sobre educação sexual nas escolas de Ensino Médio, e palestras em universidades sobre: prevenção, sintomas e consequências geradas pelas doenças, junto com depoimentos de vítimas contagiadas. Logo, os pais dos jovens também deve dar mais atenção ao caso, conversando e explicando desde cedo, sobre os perigos e de como preveni-los. A mídia, por sua vez, deve criar campanhas e propagandas na tv e internet, onde os jovens vivem conectados, incentivando o uso de preservativos e sobre a importância de viver uma adolescência saudável e sem riscos.