O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/10/2019
O aumento no número de ocorrências de DSTs no Brasil tem causado enormes preocupações. Segundo a Secretária da Saúde, nos últimos 5 anos foram registrados mais de 29 mil casos de infecções, sendo a população entre 20 e 29 anos a mais afetada. Nesse sentido, o conflito entre as mudanças no comportamento sexual dos jovens com uma sociedade historicamente conservadora se caracteriza como uns dos principais agentes dessa problemática.
Em meados dos anos 60, com o movimento hippie e com o surgimento das pílulas anticoncepcionais, propiciou-se o debate acerca da liberdade sexual. Esses eventos, somados a criação dos coquetéis contra o HIV, influenciaram diametralmente no comportamento contemporâneo dos jovens. Assim, eles tendem hoje a iniciar suas vidas sexuais cada vez mais cedo, com maior número de pessoas e a proteger-se menos durante o ato, como sugere os dados do site UOL. Desse modo, essa parcela da população configura-se como a mais veraneável as DTSs.
Por conseguinte, com o maior risco de infecções entre os jovens, criou-se a necessidade do aumento das discussões a respeito do tema. A educação sexual age com esse intuito, sendo um importante portal de acesso à informação e à orientação para uma prática sexual segura. Contudo, sua implementação, de fato, ainda sofre resistência de uma sociedade vinculada historicamente e culturalmente à Igreja, instituição essa que costuma tratar o assunto como um tabu. Com efeito, o jovem acaba iniciando sua vida sexual de forma desorientada; contexto esse potencializador da propagação de infeções sexualmente transmissíveis.
Infere-se, portanto, que fatores de ordem social e cultural corroboram para o crescimento das DSTs entre os jovens do Brasil. Dessa forma, cabe ao Legislativo criar leis que exijam propagandas informativas em redes sociais e em aplicativos de relacionamento sobre a importância do uso de preservativos, buscando alcançar o público jovem, sabendo que a maioria faz uso dessas ferramentas comunicativas. Ademais, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem, por meio da oferta de debates e eventos em escolas e em universidades aos alunos e aos familiares, orientar sobre a relevância da discussão da vida e da saúde sexual para proteção contra as DSTs. Assim sendo, espera-se com essas medidas promover uma conscientização coletiva e acabar gradativamente com tabu sobre o tema existente na população brasileira.