O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/10/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, com o aumento de DSTs entre jovens brasileiros, impossibilita-se que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática, haja vista a imprudência e banalização dos males, bem como a ausência de educação sexual nas escolas e instituições. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A princípio, é indubitável que a omissão estatal frente a promoção de ações educativas seja um fator impulsionador do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de forma que, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Dessa forma, percebe-se que a falta de investimentos na educação sexual do jovem rompe essa harmonia, considerando que tais investimentos garantiriam a conscientização sexual dos adolescentes, prevenindo, assim, as DSTs. Analogamente, na série “Sex Education”, uma terapia sexual realizada por Otis, um aluno de Moordale, torna-se referência entre os demais alunos da escola. Isto posto, demonstra a importância do estabelecimento de aulas de educação sexual nas escolas, efetivas e assistenciais aos jovens nessa fase de transição.
Outrossim, a carência do diálogo familiar com os adolescentes também se apresenta como um intensificador da problemática. De acordo o filósofo do período iluminista, John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, em que sua consciência é criada a partir do seu meio da vivência. Associando esse pensamento iluminista com a problemática, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento alheio à educação sexual. Destarte, tornando-se um agravante nos índices que medem a intensidade dessa problemática, na medida em que, de acordo com o Mistério da Saúde, 6 a cada 10 jovens mantém relações sexuais sem proteção, em virtude disso, tornam-se passíveis a enfermidades.
Portanto, é premente a necessidade de impor medidas para atenuar a situação. Para isso, urge que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, promovam além da educação sexual nas escolas, palestras e cursos para jovens e pais com uma abordagem mais efetiva afim de desmistificar as DST’s nos dias de hoje. Além disso, é necessário trabalhar a educação nas escolas de forma mais assertiva, focando na valorização da vida e nas consequências das doenças. Faz-se preciso mostrar o caminho percorrido por quem negligencia o uso de contraceptivos e as perdas — emocionais, sociais e físicas — que isso pode causar. Por conseguinte, será possível amenizar os altos índices de DSTs, construindo uma sociedade mais integrada à Declaração Universal dos Direitos Humanos.