O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/10/2019
O aumento das DST’s entre os jovens brasileiros.
Era anos 80, auge da epidemia da AIDS, quando um diagnóstico de HIV equivalia a uma sentença de morte. A convivência com o medo e o desconhecido trazia também uma sentença de segregação social – uma onda de pânico, dessensibilizadamente, movida pela ignorância e pelo preconceito. Assim, o inflamado crescimento das doenças sexuais nas novas gerações escancara o desconhecimento e a falta de informação e, ainda, exige educação sexual para os jovens desprotegidos. Logo, o impactante aumento dos casos confirma a vinda da próxima onda contaminante.
Perante o retorno dessas enfermidades, a despreocupação juvenil se destaca, a evidente comodidade está ligada aos novos métodos de tratamento eficazes e o cuidado que as antigas gerações tiveram – contudo as novas, não se preocupam, rejeitando os preservativos. Segundo o Departamento de DST’s, do Ministério da Saúde, a taxa de infectados aumentou consideravelmente nos últimos dez anos, uma alta de 187,5% nos casos. Diante disso, conforme a sociedade muda, muda o comportamento da juventude, e assim, aliado ao alivio dos que viram o caos das doenças se ordenar nos últimos anos não se comprometem em levar adiante suas experiências.
Portanto, as ações da mocidade são um reflexo da contemporaneidade construída pelos atuais adultos. Frente a esta deficiência educativa, as praticas e coeficientes proporcionaram uma solução renovadora, à medida que sancionam o debilitado cenário nacional. Ante a busca pela descontaminação, um grupo de estudantes do curso de ciências sociais, da Universidade Federal de Santa Catarina, para estimular a proteção dos jovens, promoveu palestras informativas sobre as causas e evitar as doenças, além de distribuírem preservativos pelo campus – um mecanismo eficaz, contudo restrito, seja pelo fato de não sair de dentro da universidade, seja pela falta de apoio. Dessa forma, a atitude desses estudantes surfa na contramão da trajetória hodierna.
Depreende-se, pois, que a preocupante alta dessas mazelas, na sociedade tupiniquim, suplica por campanhas informativas que reeduquem o povo. Dessa maneira, a maior efetividade do trabalho com a educação sexual nas escolas, através do Ministério da Educação, convocando especialistas para regirem aulas que esclareçam a importância da prevenção, a fim de garantir o retardamento do crescimento do problema, despertará a responsabilização desvelada do meio social. Logo, a construção de barreiras do conhecimento conterá o avanço da maré da ignorância.