O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/10/2019
Em 1990, o Brasil perdeu um de seus grandes cantores, Cazuza, por complicações decorrentes da AIDS. Atualmente, no Brasil, o número de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tem aumentado entre os jovens. Esse aumento é decorrente de uma falta de preocupação deles, que pode levar a uma infecção de um DST sem cura, como o HIV. Nos dias de hoje, muito se fala sobre os métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada. Entretanto, a ausência de preservativos, mais conhecidos como “camisinhas”, leva a infecção de DSTs durante o ato sexual. Porém, muitos dos jovens apenas se preocupam em tomar a pílula do dia seguinte ou anticoncepcional. Afinal, na maioria das vezes, a frase que se ouve dos pais é: “tenha juízo, não queremos ser avós tão cedo”. Ademais, DSTs como a sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase têm um impacto profundo na saúde e na vida das pessoas que as contraem. Segundo especialistas, se não foram tratadas, podem causar problemas neurológicos, cardiovasculares infertilidade e aumento do risco de transmitir e contrair o HIV. Além disso, durante uma gravidez, diversas infecções podem ser transmitidas da mãe para o filho. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, 200 mil bebês morreram por conta da transmissão vertical da sífilis.
Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para que não haja o aumento de DSTs entre jovens brasileiros. O Ministério da Saúde, em conjunto das Organizações Não Governamentais (ONGs), deve implementar palestra nas escolas referentes a esse assunto, de modo a informar sobre essas doenças e as formas de evitá-las. Essas palestras serão realizadas nas escolas, por voluntários das ONGs, uma vez por mês e abertas à comunidade, porém terão caráter obrigatório aos alunos matriculados nas escolas que sediarão o evento. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, em alguns anos número de DSTs entre os jovens brasileiros diminuirá.