O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/10/2019
Na série televisiva “Elite”, a personagem Marina tornou-se portadora do vírus HIV após ter relações sexuais sem preservativos. Analogamente, pode-se observar que essa questão é presente na atualidade, uma vez em que o número de jovens com DSTs vêm aumentando. Desse modo, é notório que essa problemática é um desafio constante, em virtude da banalização e conhecimento das doenças sexualmente transmissíveis.
Em primeiro plano, deve se ressaltar que apesar do Ministério da saúde disponibilizar preservativos contra essas doenças , ainda há uma precariedade no sistema de informação, pois após diversas epidemias seres dadas como erradicadas, campanhas sobre as mesmas entram em estado de inércia. Com efeito, a preocupação se torna banal e os indivíduos não se protegem, como na obra de Jorge Amado “Capitães da Areia”, em que os jovens que iniciavam a puberdade não tinham conhecimento sobre as medidas profiláticas, contraindo, em sua maioria, DSTs. Dessa forma, observa-se que a banalização dessas doenças ocasiona no aumento de infectados, por ser considerado pela população como algo solucionável.
Em segundo plano, cabe analizar a escassez da educação sexual para jovens nas escolas, a qual resulta na falta de conhecimento sobre a importância da preservação e as consequências dos DSTs. Em verdade, pode-se observar a necessidade de informação na série “Sex Education” , em que os próprios alunos criam uma “clínica sexual” dentro da escola, em vista da necessidade de debater questões, como a preservação sexual, entre adolescentes.Logo, nota-se que a precariedade na base educacional, forma indivíduos que não procuram prevenir-se e correm risco de contrair doenças sexuais.
Diante dos fatos mencionados, nota-se que o aumento de DSTs entre os brasileiros é decorrente da banalização e da falta de conhecimento. Assim, é dever do Ministério da Saúde (MS) juntamente com a mídia promover campanhas constantes em relação as doenças sexuais, por meio de propagandas audiovisuais com profissionais da área e pela disseminação de notícias em espaços públicos, para que haja conhecimento e reduza o número de jovens afetados. Ademais, cabe também ao MS em parceria com o MEC instituir a educação sexual nas escolas, atráves da implementação de oficinas e palestras no ensino médio com tutores especializados, afim de que os indivíduos apremdam a impotância de previnir-se.