O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/10/2019

Thomas More, em sua célebre obra “Utopia”, descreve uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. Todavia, observa-se, no contexto vigente, o oposto ao que o autor aborda, uma vez que o aumento de DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) configura-se como um impasse, o qual compromete a realização dos planos de More. A perspectiva antagônica ocorre não só por causa da carência educacional a respeito do tema, como também da ignorância por parte dos jovens.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da ausência da educação sexual em escolas e universidades. Consoante ao filósofo Arthur Schopenhauer, “Todas as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, pelos limites do mundo”. Destarte, se a esfera juvenil não tem acesso à informações corretas sobre as IST’s (infecções sexualmente transmissíveis), sua concepção a respeito do tema será delimitada. Em virtude da baixa atuação do Governo, no que tange à conscientização dos adolescentes, a relação sexual sem proteção continua sendo uma realidade brasileira, visto que esse grupo desconhece as consequências dessa postura.

Outrossim, destaca-se a negligência por parte dos adolescentes como fator contribuinte à problemática. Conforme pesquisa da PCAP (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas), 6 em cada 10 jovens entre 15 e 24 anos fizeram, no último ano, sexo sem preservativo. Desse modo, é possível deferir que o não comprometimento da comunidade juvenil, no que se refere a usar camisinha e realizar exames médicos frequentes, participa fortemente dos crescentes casos dessas mazelas, uma vez que os adolescentes não sabem se estão infectados, resultando, dessa forma, na contaminação de outras pessoas.

É possível defender, portanto, que adversidades governamentais e sociais constituem desafios a superar. Para tanto, o Poder Público, juntamente como o Ministério da Educação, deve conscientizar os discentes, por meio da educação sexual nas escolas e universidades, a fim de informá-los a respeito das causas e consequências do relacionamento sem preservativo. Cabe ainda ao Poder Público, em parceria com o Ministério da Saúde, deve realizar exames médicos anualmente em instituições escolares, com o intuito de diagnosticar os jovens e impedir que as infecções sexualmente transmissíveis