O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/10/2019

A Constituição Federativa do Brasil, promulgada em 1988, assegura a todos os indivíduos o direito à saúde. Todavia, percebe-se que o Brasil enfrenta grandes desafios para estabilizar o número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis – DST- , principalmente, entre jovens. Isso ocorre por questões sociais e políticas. Com efeito, promover campanhas, teatros e palestras a fim de auxiliar os jovens na formação do pensamento crítico, bem como, fixar pontos de distribuição de preservativos e coleta de sangue para exames de resultados imediatos, são as medidas que se impõem.

Em primeiro lugar, cabe abordar que as taxas de incidência de DST mais que dobraram nos últimos anos. Logo, fica evidente que a dinâmica social entende que a prevenção não é necessária. Nesse viés, sabe-se que em meados dos anos 90, quando a AIDS tornou-se endêmica no país, o Governo Federal adotou a prática de campanha publicitária por muitos anos. No entanto, na contemporaneidade, as propagandas do Ministério da Saúde quase não existem, menos ainda se relacionadas à prevenção. Aliás, a situação torna-se ainda mais problemática, pois muitas vezes o assunto também não é tratado nas escolas. Logo, é possível afirmar que as DST’s são negligenciadas pelo estado ao não expor para a população os verdadeiros riscos de uma relação sexual sem uso de preservativo.

Outrossim, além das causas supracitadas, é preciso salientar que o aumento ocorrido nos últimos anos no Brasil, tem maior incidências em adolescentes e jovens. Isso ocorre porque é a fase da vida em que há mais estímulo sexual. Prova disso são os dados divulgados pela Universidade Federal de Ouro Preto, em que demonstra o aumento de 77% no número de casos diagnosticados de AIDS entre os estudantes. As consequências são duras, pois podem causar a diminuição na expectativa de vida, aborto espontâneo e até mesmo problemas cerebrais.

Logo, a fim de mitigar o problema, o Congresso Nacional – união das duas casas legislativas: câmara e senado – deve atuar em favor da população lançando mão de leis que garantam uma reserva orçamentária para a destinação de publicidade do Ministério da Saúde, que deverá utilizá-lo de acordo com as taxas de incidência ou reincidência de determinada doença. Igualmente, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas nas áreas de maior ocorrência por meio de visitas domiciliares, assim como coletas de sangue para exames rápidos, como permite, por exemplo, a tecnologia no exame de HIV. Ademais, é bom que haja palestras, teatros didáticos e conselheiras sexuais nas escolas públicas brasileiras. Dessa maneira, a campanha atingirá diferentes faixas etárias e a população estará mais atenta à necessidade de preservar a saúde.