O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 11/11/2021

Na Antiguidade Oriental, os chineses criaram o primeiro preservativo, feito de papel de seda untado em óleo, posteriormente na Europa, devido ao crescimento das doenças venéreas passou se a utilizar intestino de caprinos e ovinos até o desenvolvimento da camisinha de látex e da de poliuretano. Na contemporaneidade, a falta de preservativo não é mais um problema, contudo, a displicência dos jovens e a falta de conhecimento básico sobre DSTs por parte do corpo social contribuem para o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros.

Neste sentido, o maior entrave é a displicência dos jovens, que devido ao avanço da medicina e da farmacologia banalizaram as ISTs, aumentando a transmissão de doenças sexuais que tem seus sintomas mascarados por medicamentos e permite ao hospedeiro viver normalmente e transmitir a infecção. De fato, tal atitude se relaciona ao contexto social defendido pelo sociólogo Émile Durkheim, de que a sociedade determina as ações do indivíduo. Um exemplo disso é a demasiada apologia ao sexo sem compromisso em músicas, séries, filmes e novelas, voltadas para o público jovem e o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros, que segundo a Pesquisa Nacional do Escolar (PenSE), de 2015, 26,2% dos escolares do nono ano já fizeram sexo sem proteção.

Ademais, a falta de conhecimento básico sobre DSTs por parte do corpo social dificulta a conscientização. Conforme José Saramago, a sociedade vive um fenômeno de cegueira moral, que consiste em se preocupar apenas com os interesses próprios, sendo indiferente diante de um problema social. Consoante com o pensamento do escritor português, enquanto o Ministério da Saúde não informar sobre os riscos das doenças sexuais para toda sociedade, parte dos jovens continuará mantendo relações sexuais sem proteção desenvolvendo patologias infectocontagiosas e psicológicas, além de onerar o sistema de saúde, visto que, o tratamento permite que o contaminado tenha uma vida normal, contudo, o agente etiológico é difícil de eliminar e continua sendo transmitido.

Destarte, para acabar com o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, é necessário que os Ministérios da Saúde e Educação promovam nas escolas palestras ministradas por médicos e enfermeiros voltadas para pais e alunos, no horário noturno livre para a maioria, que apresente os riscos e consequências decorrentes da contaminação por ISTs, com o objetivo de desestimular o sexo sem preservativo pelos jovens e orientar a procura por ajuda especializada.