O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/11/2019

No início da década de 90, a morte do cantor Cazuza por conta da Aids em conjunto com a epidemia de HIV no Brasil abalaram a sociedade.Mais tarde, a descoberta dos antirretrovirais e o incentivo do uso de preservatidos contriburam para o controle dessa doença no Brasil.Desse modo, o uso de preservativos com o tempo foi negligenciado por conta de tabus que ainda assombram e prejudicam a educação sexual de jovens e adolescente.

A princípio, é válido ressaltar que a camisinha é o único método contraceptivo que protege de infesções sexualmentes transmissíveis (IST). Dessa forma, durante o carnaval surgem diversas campanhas que atentam para o uso do preservativo, assim como a distribuição de camisinhas. Entretanto, ao encerrar esse período, as campanhas chegam ao fim e o tabu da educação sexual prevalece em muitas escolas. De acordo com a filósofa Marilena Chauí: “o sexo ainda é encarado como uma torrente impetuosa e cheia de perigos”.

Por conseguinte, ao discutir a educação sexual nas salas de aula, muitos entendem como um incentivo à prática de realações sexuais.Todavia,essa discussão é fundamental como parte da medicina preventiva nacional e quando não realizada aumentam o número de jovens que não utilizam camisinhas e ficam vulneráveis à IST’s.Assim, Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira relata que 43,4% dos jovens não se protegem durante o sexo casual.

Destarte, urge a necessidade de adicionar à grade curricular a educação sexual do 8° ao 3°ano do ensino médio, com duração de um semestre. Dessa maneira, professores com o auxílio de profissionais da saúde poderão organizar palestras e rodas de conversa com conteúdos apropriados para cada faixa erária, e desenvolver um ambiente confortável e de confiança para o esclarecimento de jovens e adolescentes. Com essa mudança, é possível presevar a saúde dos jovens do Brasil e diminuir o número de IST’s por meio da medicina de prevenção.