O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/10/2019
A série televisiva “Elite” aborda, em um de deus episódios, o dilema enfrentado por Marina: uma rica estudante que, devido à transmissão por um ex-aluno bolsista, foi infectada pelo vírus HIV. Nesse contexto, assim como Marina, muitos jovens, no Brasil, lidam com a dificuldade de enfrentar, diariamente, os entraves das DSTs em seu cotidiano. Portanto, seja pela ausência de informação, seja pelo tabu frente ao uso do preservativo, o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis torna-se um problema na saúde brasileira.
De início, é válido trazer à tona que a falta de conhecimento populacional, acerca dos riscos dessa mazela, contribuem para sua permanência. Diante disso, nota-se que na atual conjuntura social não é dada a devida importância sobre as medidas profiláticas, bem como há a omissão desse assunto tanto nas escolas como nos núcleos familiares causando, consequentemente, a potencialização desse impasse. Isso é evidenciado, de maneira mais clara, ao observar que a majoritária parte das pessoas não tem noção da existência da pílula Anti-HIV, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, a qual pode ajudar os portadores do vírus e seus parceiros.
Outrossim, é fulcral pontuar, ainda, que a rejeição quanto ao uso da camisinha contribui para a perpetuação da problemática. Sob esse viés, é possível analisar a imprudência de determinados jovens brasileiros por não optarem usar o preservativo em suas relações, visto que, em virtude dessas infecções se manifestarem no corpo de maneira silenciosa, esses indivíduos acreditam que não correm o risco de se infectarem. Esse cenário vai de encontro à pesquisa realizada pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, a qual afirmou que, de 2012 a 2018, houve um aumento de 603% nos casos de Sífilis, Gonorreia e Clamídia.
Logo, incumbe ao Ministério da Saúde, instância máxima na garantia da qualidade vital, promover o incentivo ao uso de preservativos, por meio de campanhas nas mídias televisivas e virtuais, que abordem os exorbitantes dados dos casos de infecções por ISTs e a importância do uso do material sexual preventivo, a fim de que os citadinos percebam a gravidade desses contágios no país. Ademais, a Secretaria da Saúde deveria divulgar, em comerciais de televisão, as informações imprescindíveis sobre esse problema, bem como a importância de combatê-lo. Feito isso, casos análogos ao de Marina não mais ocorrerão.