O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 31/10/2019

Desde o final do século XX, o vírus do HIV já era conhecido pela sua capacidade temerária de alterar a imunidade humana. Na atualidade brasileira, apesar das descobertas do campo científico, é fato que as doenças sexualmente transmissíveis ainda produzem resultados catastróficos. Diante disso, observa-se a ineficiente instrução pessoal provida pelo âmbito familiar e a resultante desvalorização de metodologias preventivas como intensificadoras da problemática. Nesse ínterim, hão de ser ponderados tais fatores para defronta-los de maneira competente.

Em primeiro lugar, sob viés do filósofo Aristóteles, na obra “Ética a Nicômaco”, os valores morais necessitam existir desde a infância por intermédio da família, a exemplo de uma criança que necessita de instrução até reconhecer as normas da sociedade. Nesse raciocínio, os conhecimentos sobre sexualidade complementam essa totalidade moral. Entretanto, é fidedigno assimilar que a transgressão desse preceito constitui uma violação social. Isso decorre em razão da inexistência de saberes protetivos das relações sexuais no cidadão, no qual pode receber ou transmitir doenças provenientes do sexo, a exemplo da AIDS. Dessa forma, apreende-se, de forma peremptória, a vertente negativa da incomunicação familiar na prevenção de infecções.

Nessas circunstâncias, é fulcral conceber tal negligência familiar como princípio da idealização de estigmas sociais. Isso porque a desinformação da sociedade possibilita a perspectiva de negação dos métodos de prevenção sexual. À vista disso, os cidadãos propendem a assumirem comportamentos oriundos da Revolta da Vacina, ocorrida na 1ª República, no qual ignoram e desqualificam as alternativas de previdência das doenças. Nesse sentido, a infecção torna-se praticamente inevitável. Desse modo, verifica-se o efeito maléfico da ausência informacional no combate de anomalias transmissíveis pelo sexo.

Destarte, as doenças sexuais virais são um enigmático obstáculo moderno e necessitam de resolução. Nessa perspectiva, o Governo-responsável pelo Poder Executivo-deve fortalecer o conhecimento das famílias sobre as tais anomalias. Isso deve ocorrer por intermédio de depoimentos, entrevistas e campanhas, com a transmissão nos canais de televisão e redes sociais. Nessa lógica, é necessário que tenham a participação de infectados e médicos que explanem sobre a temática. Dessa maneira, pretende-se incentivar a conversa familiar sobre a sexualidade e promover a compreensão da sociedade sobre as medidas preventivas. Somente assim, construir-se-á uma orientação adequada para o enfrentamento social da doença, evitando que novos casos sejam idealizados.