O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/11/2019

No século XVI, a sífilis representou um grande terror, com sua altíssima velocidade de disseminação em uma sociedade com escassos métodos de proteção sexual ou sequer conhecimento sobre as doenças sexualmente transmissíveis. Com o passar dos séculos, o avanço tecnológico da medicina, atrelado à urbanização, conquistou uma diminuição significativa da incidência dessas doenças. Contudo, o aumento de casos de DST entre os jovens brasileiros, em pleno século XXI, é alarmante, tendo como principal causa uma educação sexual insuficiente que acarreta efeitos catastróficos para a saúde pública do país.

Primeiramente, para garantir a inserção do avanço de conhecimentos medicinais e preventivos sobre as DST na sociedade, deve-se sempre buscar maior efetividade e modernização do ensino sexual nas escolas. Desse modo, assuntos como a valorização da vida, os resultados benéficos na saúde resultantes do uso de preservativos e os danos gigantescos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis tornam-se de conhecimento geral dos jovens. Na visão da consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Valéria Paes, os jovens não vivenciaram os terrores do passado, como mortes por complicação da AIDS e por isso tem menos prudencia. Indubitavelmente, a forma mais prática de ensinar, desde a juventude, os malefícios das doenças sexuais é por uma metodologia mais contundente com a sociedade contemporânea. Nesse sentido, a necessidade de uma educação sexual eficiente, que encare o uso de preservativos como um cinto de segurança para o bem-estar da vida do jovem, torna-se necessária.

Por consequência do aumento de casos de DST entre os jovens brasileiros, a saúde pública brasileira, definida como o conjunto de medidas do Estado para garantir o bem-estar físico, mental e social do povo, encontra-se abalada. Haja vista, as doenças sexuais são de extrema difícil detecção, como a AIDS, só sendo possível diagnosticá-la dois meses após a exposição ao agente patogênico, e podem trazer consequências secundárias severas, como aborto espontâneo, infertilidade e até a morte se não tratadas corretamente. Em síntese, deve ser prioridade do Estado o combate ao avanço dessas doenças.

Infere-se, com isso, que a organização brasileira frente as DST merece reavaliação. A priori, o Ministério da Educação, atrelado a especialistas em infectologia, por meio de remanejamento monetário destinado a busca por novas metodologias, deve inserir um novo modelo de educação sexual, que priorize a adequada disseminação de conhecimentos, a fim de combater o avanço das doenças sexuais que aterrorizam a população. Somente assim será garantida a saúde sexual dos jovens brasileiros.