O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/11/2019

Desde o século XVIII, com a corrente filosófica do Iluminismo, entende-se que o ser humano está em condições de tornar esse mundo um lugar melhor. Entretanto, quando se observa o aumento de DSTs entre jovens brasileiros, verifica-se que essa é uma ideia constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, a insuficiência constitucional e social corroboram esse impasse e a problemática segue inerentemente ligada à realidade do país.

Mormente, é cabível salientar o descaso da sociedade brasileira com o aumento das DSTs. Nesse âmbito, José Saramago em sua obra ‘‘Ensaio sobre a cegueira’’, caracteriza a despreocupação da população frente aos problemas sociais. Destarte, de maneira análoga, as pessoas estão fechando os olhos para as causas e consequências das DSTs entre os jovens brasileiros. Isso é intensificado devido à carência de políticas públicas que auxiliem o indivíduo sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, mostrando-lhe gráficos dos impactos negativos gerados pela banalização do uso de preservativos e conscientizando-lhe.

Paralelo a isso, a incúria social vinculada ao déficit em investimentos relacionados à diminuição de DSTs entre os jovens brasileiros fomenta a perpetuação do impasse. Nesse viés, boa parte dos adolescentes demonstram desinteresse no uso do preservativo por ter, aparentemente, boa impressão do parceiro. Além disso, é válido ressaltar a falta de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis, tendo em vista que 21% do jovens brasileiros acham que existe cura para a AIDS e 74% nunca fizeram teste de HIV, de acordo com o portal UOL. Essa conjuntura contraria o fato do Brasil ter um dos melhores programas de HIV do mundo, visto que as DSTs estão aumentando cada vez mais entre os jovens brasileiros.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de atenuar os impactos causados pelas doenças sexualmente transmissíveis. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Estado, ao seguir o ‘‘Imperativo categórico’’ de Kant -que assegura que o princípio da ética é agir de forma que essa ação seja uma prática universal-, promover campanhas com o slogan ‘‘prevenir-se é estar de bem com a saúde sexual’’, e distribuir preservativos nos centros urbanos e periferias, com a participação de palestrantes informando sobre as DSTs. Ademais, o Ministério da Saúde também deverá investir nas pequisas dos Tecnopolos sobre o combate às DSTs, com o intuito de amenizar o aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Dessa forma, o Brasil poderá garantir a filosofia iluminista e a síntese Kanteana será consolidada.