O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 22/11/2019

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) representaram há algum tempo atrás um enorme medo para praticamente toda a população brasileira. Entretanto, entre boa parte dos jovens brasileiro atuais, esse medo parece não estar mais presente, pois a falta de preocupação com o uso de preservativo e das consequências provocadas pelas DSTs têm registrado um aumento na média de casos, podendo ser responsável por um perigoso retrocesso no controle dessa situação.

Em primeiro lugar, destaca-se a falta de preocupação e de conhecimento das consequências das DSTs. A minimização dos efeitos das doenças com o uso de medicamento como, por exemplo, do vírus da Aids, tem contribuído para a ideia de que não há mais riscos graves para a saúde ou até mesmo de que a ciência já alcançou a cura. Para se ter ideia, segundo dados do Pcap, 21,6% dos jovens entrevistados acham que já existe cura para a Aids. Dessa maneira, eles se veem seguros e imunes à essa situação, que, na verdade, é um enorme perigo para a saúde.

Além disso, o uso do preservativo tem se tornado banal e muitas vezes considerado erroneamente apenas como uma maneira de impedir uma gravidez indesejada, sendo, portanto, possível substituir de maneira igual por outros métodos, como o anticoncepcional. Outro dificuldade para a prevenção é que os jovens, em muitos casos, só usam a camisinha nas primeiras relações e, assim que ganham a confiança do parceiro, abandonam. De acordo com dados do Ministério da Saúde, quase metade dos jovens não usam camisinha.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de buscar maneiras que interfir positivamente no comportamento dos jovens. O governo deve buscar uma comunicação mais direta, principalmente, por meio das redes sociais e em locais em que há maior número de jovens para que a informação seja efetiva e, consequentemente, atinja uma reflexão no comportamento e na responsabilidade dos jovens na saúde de todos.