O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/12/2019
Dentre as doenças mais avessas ao psico e físico as DSTs são proeminentes, fato que é vivido e relatado por Valéria Polizzi no livro Depois daquela viagem. Partindo desse princípio, é alarmante o aumento de casos da doença - em princípio na juventude brasileira -, quando avanços científicos e informacionais são constantes. A problemática ainda é um tabu enraizado na cultura do sexo no Brasil.
Nos séculos passados, a escassez de conhecimento gerava uma visão repulsa da sociedade sobre soropositivos das DSTs, oque os isolava do meio social e da busca por aceitação pessoal, tomando grandes proporções psicossociais principalmente na adolescência, como Valéria descreve na corrida contra a doença, que como muitos jovens optou por não usar preservativo e contraiu o vírus.
No Brasil, com a grande exposição dos indivíduos aos meios de comunicação esperava-se que a propagação de informações sobre doenças como AIDS, sífilis dentre outras de cunho sexual contribuísse para uma queda bruta no percentual de casos. Entretanto, com a banalização do sexo no século XXI percebemos um aumento significativo de contaminação, tal como a ineficiência de campanhas tão mal propagadas pelos governos subsequentes do país.
Há também a questão familiar, que apesar de menos grotesca e conservadora que as anteriores, ainda hesita em não discutir o assunto, oque muitas vezes acaba sobre cair na escola o papel de conscientização dos jovens sobre sexualidade e devidos cuidados com o uso do preservativo.
Para trabalhar a questão sexual na sociedade brasileira é necessário que haja um interesse coletivo e individual, desde que governo, ONGs e escolas propaguem educação sexual disponibilizando espaços e recursos, tal como a população tenha interesse em participar e divulgar. Há também a participação do Ministério da Saúde podendo criar campanhas eficazes na distribuição de preservativos gratuitamente.