O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/01/2020

A série “Elite” da Netflix lançada em 2018, conta a história de três alunos da rede pública da Espanha que são transferidos para Las Encinas, a melhor e mais exclusiva escola da Espanha, a onde estudam os filhos da elite espanhola. Um desses alunos, Samuel, se envolve com uma menina  de 16 anos, chamada Marina que possui HIV. Durante a trama, a personagem encara problemas familiares, devido ao fato dela ser portadora do vírus da AIDS. Quando a personagem é exposta em sala de aula, seus colegas passam a trata-lá de modo  diferente, devido ao fato de que a menina é HIV positivo. Não tão distante da ficção houve, um aumento de jovens infectados por ISTs. Sendo assim, é de suma importância que seja discutido tal problemática.

Em primeira instância, é preciso compreender que o aumento da disseminação das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) é consequência direta da ideia persistente do jovem de que “nada acontece com ele”. Como disse o escritor britânico William Hazlitt, “Nenhum jovem acredita que um dia morrerá”. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde, por dia, são declarados 1 milhão de novos casos de ISTs entre pessoas de 15 e 49 anos.

Em segunda instância, é de suma importância entender como se manifestam as Infecções Sexualmente Transmissíveis. As ISTs podem se revelar por meio de feridas, corrimentos, verrugas nas genitálias e ardência ao urinar. As infecções aparecem normalmente nas genitálias, porém podem surgir em outras partes do corpo humano. Essas, se não tratadas, podem acarretar em grandes complicações incluindo a morte. Segundo o Ministério da Saúde, 32 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas a AIDS desde o início da epidemia até 2018.

Sendo assim, com o desejo de evitar casos como o da jovem da série supracitada, é necessário que o Estado realize as devidas providências para enfrentar o problema do aumento do número de jovens com ISTs. Isso através de projetos escolares e aulas sobre sexo seguro, nos quais os jovens aprenderiam sobre as doenças, suas causas, consequências e como evita-las. Ademais deve ser feito a conscientização da população, por meio de campanhas educativas mais eficientes. Isso tudo com o objetivo de diminuir os casos de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens, melhorar a saúde da população, ensinar meios seguros de fazer sexo e, consequentemente melhorar a qualidade de vida da população.