O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 04/02/2020

Curtir, mas não compartilhar: para além das redes sociais

Úlceras genitais, sífilis e Aids: uma tríade que, tal como as redes sociais, tem se tornado comum no cotidiano do jovem brasileiro. O “compartilhamento” dessas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é hoje uma crescente problemática - não só para os indivíduos, mas para a saúde brasileira como um todo - advinda da sistemática negligência histórica e governamental.

Primordialmente, faz-se necessário o entendimento que, de maneira histórica, a sexualidade e todas as temáticas que dela advêm são tratadas como um grande tabu. A combinação dos dogmas cristãos, seguidos pela maior parcela da população de acordo com o Censo de 2010 do IBGE, e o desconhecimento geral sobre sexo e prevenção são fatores cruciais para os, de acordo com a UNAids, 48 mil novos aidéticos no ano de 2016.

Ademais, ainda que existentes, as campanhas governamentais não são eficazes como as publicações de influenciadores do Instagram, por exemplo; para além das redes sociais, há ausência de ações preventivas nos pequenos centros. A curto prazo, tal postura corresponde apenas à manutenção do desconhecimento; este, todavia, tem a capacidade de causar danos irreparáveis à sociedade e Estado, custando incalculáveis valores e vidas a longo prazo.

É imprescindível, desse modo, o tratamento do sexo e das DSTs como questão educacional, sendo emergencial a inclusão da temática nas escolas, por meio do Ministério da Educação, dentro das diversas áreas do conhecimento, como Geografia e Biologia. Ademais, é papel do Ministério da Saúde reestruturar as campanhas de prevenção por meio de aplicações e sistemas interativos. Assim sendo, a sexualidade deixará de ser tabu e as DSTs, consequentemente, regredirão.