O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/02/2020
Na série “Elite”, da Netflix, lançada em 2018, traz em seu roteiro a história de três alunos transferidos da rede pública de ensino para um colégio privado da elite espanhola, Las Encinas. Uma das personagens da série, Marina, é uma jovem de 16 anos, estudante da instituição privada e, portadora do vírus HIV. A trama, em parte de seu enredo, trata de como a menina adquiriu o vírus, como ela lida com o doença da AIDS e, de que maneira ela enfrenta a sociedade. Não tão distante da ficção, houve um aumento no número de jovens infectados com doenças sexualmente transmissíveis. Sendo assim, é de suma importância discutir o porque desse aumento e, quais as consequências de tal problemática.
Em primeira instância, é preciso entender que, o jovem possui uma ideia persistente de que, nada de ruim pode acontecer com ele e, isso pode ser um dos motivos que ocasionam um aumento na quantidade de jovens que possuem ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Como disse o escritor britânico William Hazlitt, “Nenhum jovem acredita que um dia morrerá”. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 6 a cada 10 adolescentes não usaram preservativos em suas relações sexuais, porém, desses mesmos jovens entrevistados, 9 a cada 10 jovens disseram que a camisinha é o melhor método de se evitar a contração da AIDS.
Em segunda instância, é necessário compreender que as consequências de se contrair uma IST são, câncer do colo de útero, aborto, inflamações dos órgãos da pelve, infertilidade e morte. Segundo o Ministério da Saúde, 32 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas a AIDS desde o início da epidemia até 2018. Além disso, de acordo com um estudo feito pelo Ministério da Saúde e o Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, 54,6% da população entre 16 e 25 anos possui o vírus do HPV. Ademais, desse mesmo grupo 38,4% apresentam grandes chances de desenvolver câncer.
Sendo assim, com o desejo de evitar casos como o da personagem supracitada, é necessário que o Estado realize as devidas providências para enfrentar o problema do aumento de jovens com ISTs. Isso por meio de projetos escolares e aulas sobre sexo seguro, nos quais os jovens aprenderiam sobre as doenças, suas causas, consequências e, como evitá-las. Ademais deve ser feita a conscientização da população, por meio de campanhas mais eficientes, como disse Adele Benzaken, diretoria do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde “O mundo e as conversas mudaram, as campanhas pelo uso da camisinha têm que evoluir”. Isso tudo com o objetivo de diminuir os casos de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens, melhorar a saúde da população, ensinar meios seguros de fazer sexo e, consequentemente melhorar a qualidade de vida da população.